Opinião

Quem lucra com o radicalismo?

*Por Nilso Romeu Sguarezi

Nossa constituição diz que a Federação é indissolúvel entre Estados e Municípios e os Poderes harmônicos entre si, prega a paz, a confraternização e solidariedade entre as pessoas.

Sem dúvidas o nosso povo é solidário e convive sem discriminação entre ricos e pobres, brancos e negros, brasileiros natos e estrangeiros, sem discriminação aos milhões de imigrantes e refugiados que aqui já vieram por saber que somos pacíficos e, no nosso Hino Nacional, um dos mais belos do mundo, nele está escrito:

  1. E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
  2. O penhor dessa igualdade…
  3. De amor eterno seja símbolo…

Seguindo estes princípios foi que os nossos trabalhadores, humildes e pequenos do interior – numa verdadeira simbiose social, étnica e racial, usaram o cooperativismo da união para serem fortes criando esta pujança do agronegócio, o sustentáculo da nossa economia e garantia alimentar do planeta.

Mas porque, depois da redemocratização, veio este refrão divisionista do “NÓS CONTRA ELES” usado na política partidária desde que o Lula perdeu a eleição para Fernando Collor em 1989?

A verdade histórica e documentada precisa ser contada aos novos brasileiros que não a viveram naquela época. Este “nós contra eles”, foi usado por Hitler na Alemanha nazista, criado por Carl Schmitt, assessor pessoal do Der Führer, (Chefe) como Hitler exigia que fosse chamado.

No seu livro o nazista Schmitt escreveu “DER BEGRIFF DES POLITISCHEN, em português “O CONCEITO DO POLÍTICO, ao afirmar que a distinção especificamente política que os governantes tinham que usar, era entre o amigo e o inimigo, (Freund und Feind) ou seja, NÓS (o amigo) ELES (o inimigo).

Foi assim que LULA, ainda sindicalista, entrevistado na edição nº48 da revista Playboi em 1979, antes da fundação do PT, no Colégio Sion de São Paulo em 10/02/1980, que confessou ter admiração pessoal por Hitler.

Nessa época eu era Deputado Estadual do Paraná e Líder da Bancada do MDB oposição ao então regime militar das eleições indiretas. Fatos mostram a personalidade, comportamento, coerência e caráter das pessoas.

Foi esta admiração de Lula por Hitler, que o levou a contrariar o que consta no estatuto do seu partido, pois este “nós contra eles” é um slogan nazista.

Quanto ao filho do Bolsonaro – estreante na disputa presidencial, inseguro e instável, pois já fez a terceira troca no seu marketing. Agora contratou DUDA LIMA, o marqueteiro da campanha do seu pai em 2018, e na reeleição de 2024, do Ricardo Nunes, Prefeito de São Paulo.

Na pré-campanha Flávio Bolsonaro, já dispensou Marcelo Lopes – o Marcelão, admitindo Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer, agora ambos substituídos por Duda Lima.

No último dia 6 (seis) de agosto, um dia depois de ter anunciado seu Vice o Deputado Federal Antônio Gaspar de Mendonça (PL) – competente e corajoso relator da CPI do INSS, a mudança do tom da campanha de Flávio, dita por ele mesmo, também será NÓS CONTRA ELES, objetivando recuperar o antipetismo e, com isso, reavivar a polarização.

Será mesmo que neste Brasil de duzentos milhões de habitantes, mais de 30 partidos políticos, diversos credos religiosos, multiplicidade racial, grandes investimentos estrangeiros, teremos que continuar a polarização ideológica e irracional, extremista e divisionista entre esquerda e direita?

Todos são livres e iguais perante a lei, mas numa campanha eleitoral se impõe aos candidatos por exigência de ordem moral, que claramente mostrem como tirar a nação dessa lamentável realidade, em que a maioria da população está endividada, crime organizado e o tráfico de drogas já está infiltrado nas instituições públicas, juros altos sob alegação de combater a inflação, mas que espanta novos investimentos para criar empregos.

Como a esperança é a última que morre, resta-nos esperar que o voto consciente dos brasileiros, saiba escolher quem apresentar o melhor plano de governo. Chega dessa destruição de reputações, destas acusações sem provas e desta permanente troca de ofensas, enquanto a corrupção deita e rola.

Gostaria de plagiar a expressão de um caro amigo que escreveu, no seu último livro, sobre os exemplos do seu pai. Afinal, cabe ao presidente dar o bom exemplo, como diz a sabedoria popular: “Façam o que digo e não o que faço como governo”.

Disse meu amigo:

“Meu pai era um homem profundamente ético, visionário e humilde. Sua capacidade de inspirar, ouvir com atenção, e sua inteligência natural na solução criativa de desafios complexos sempre foram e continuarão sendo exemplos essenciais em minha vida pessoal e profissional”.

*NILSO ROMEU SGUAREZI, advogado, ex-deputado constituinte de 1988, defensor da tese da CONSTITUINTE EXCLUSIVA, com 50% de homens e mulheres, sem fundo eleitoral, com voto distrital e inelegibilidade de dez anos para quem escrever a nova constituição.

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