OPINIÃO

O novo tempo do Parlamento do Paraná

Cem dias. No compasso do calendário, parece pouco. No compasso da política, é o suficiente para se distinguir o discurso da entrega, o verniz do concreto, o gesto do resultado.

A nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Paraná, sob comando do presidente Alexandre Curi e do primeiro-secretário Gugu Bueno, completou este marco simbólico com mais do que promessas: apresentou uma administração que já começa a deixar marcas visíveis na estrutura, no orçamento e, sobretudo, na vida das pessoas.

Instalada com a promessa de modernizar e racionalizar a máquina pública, a nova gestão da Alep não apenas apertou os parafusos da eficiência: trocou engrenagens obsoletas, instalou mecanismos de transparência e girou o ponteiro de uma nova mentalidade institucional — mais conectada com a sociedade, mais econômica e, não menos importante, mais eficaz.

É um Parlamento que, enfim, se propõe a andar à altura das demandas do século XXI.

O número que mais salta aos olhos é R$ 530 milhões. Esta é a meta de economia e devolução de recursos ao Tesouro Estadual em 2025, dos quais R$ 200 milhões já foram formalmente entregues ao Executivo — não como cifra estática, mas como investimento em obras de alcance social imediato: creches, moradias, programas que não moram nos discursos, mas nas cidades do Paraná. São tijolos de cidadania erguidos com os dividendos da responsabilidade.

Sob o selo da parceria com o governo Ratinho Júnior, a Assembleia se tornou coautora de programas robustos. Um deles, o Infância Feliz, já atendeu 258 municípios com a construção de Centros Municipais de Educação Infantil — os CMEIs, que começam a se espalhar como sementes de futuro.

Outro, o Casa Fácil, agora em novo formato proposto por Gugu Bueno, oferece moradias gratuitas a famílias vulneráveis em cidades com menos de 25 mil habitantes, um gesto afirmativo de justiça territorial e social.

Mas nem só de concreto se faz uma revolução. Há também inovação nos alicerces invisíveis — a gestão, a tecnologia, o acesso à informação.

O novo prédio da Assembleia foi inaugurado com realocação de 355 servidores, reorganizando fluxos e modernizando comissões. A implantação do controle biométrico facial e a reformulação completa do Portal da Transparência marcam a transição do papel para o digital, do sigilo para o acesso público em tempo real. Tudo ao alcance do cidadão que deseja ver, saber e cobrar.

Há ainda parcerias em curso com o Google para trazer inteligência artificial ao sistema legislativo. Um Parlamento que estuda usar energia solar, reaproveitar água da chuva e abolir o papel já não é mais uma utopia sustentável — é uma instituição que entende o espírito do tempo.

Neste contexto, a Assembleia Itinerante surge não apenas como um projeto, mas como um símbolo.

Já passou por Cascavel, Londrina e Maringá, entre outras cidades, levando o Legislativo para fora das paredes de Curitiba e ouvindo a sociedade onde ela realmente está.

A iniciativa, premiada em Curitiba como exemplo de criatividade na gestão pública, conecta o Parlamento à voz do povo e devolve a política ao seu ponto de origem: o diálogo.

Internacionalmente, o reconhecimento já começa a cruzar fronteiras.

Em junho, Curi e Gugu Bueno representarão o Paraná na Universidade de Sorbonne, em Paris, como convidados de um evento sobre modernização de parlamentos. É o tipo de convite que não se estende por cortesia, mas por mérito.

Em resumo: os primeiros 100 dias dessa gestão não foram apenas de instalação.

Foram de implementação. Uma engrenagem nova, girando com precisão no velho relógio da política, que tanto precisa andar — e, mais ainda, acertar a hora com o povo que representa.

Artigos relacionados

Um Comentário

  1. Fantastico este exemplo do Parana. Precisa mesmo ser divulgado e seguido pelos parlamentos deste nosso sofrido país.

Deixe um comentário para Carlo Barbieri Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo