Malbec: da nobreza francesa ao trono argentino


Celebrado nesta quinta-feira, 17 de abril, o Dia Mundial do Malbec é mais do que uma data para brindes: é um lembrete de que, no mundo do vinho, até as uvas têm seus exílios e renascimentos.
Especialista no chamado néctar dos deuses, a jornalista Rachel King reconta essa odisseia em uma belíssima reportagem publicada na revista Forbes, a partir de uma entrevista com Laura Catena, diretora da vinícola Catena Zapata — a mesma que acaba de ser eleita a marca de vinho mais admirada do mundo pela revista britânica Drinks International.
Nada mais justo: a bodega é praticamente uma instituição nacional da Argentina e parte essencial da história que ela própria ajudou a reescrever.
Antes de se tornar símbolo dos Andes, o malbec era francês, muito francês — plantado aos montes no Médoc, em Bordeaux, até mais do que o agora onipresente cabernet sauvignon.
Mas a devastadora praga da filoxera no fim do século 19 mudou tudo. Enquanto a Europa via seus vinhedos sucumbirem, a Argentina já havia acolhido discretamente a uva em 1852, pelas mãos do agrônomo francês Michel Pouget.
O resto, como se diz, é história — ou acaso, ou resiliência, ou terroir. Talvez tudo isso junto.
Segundo Catena, o malbec adaptou-se como se os Andes fossem seu habitat natural: solos pobres, clima seco, altitudes elevadas. Condições severas que, paradoxalmente, revelaram o melhor da uva.
Hoje, a Argentina produz 75% de todo o malbec do mundo, com destaque absoluto para Mendoza. A cepa responde por quase 40% da área de vinhedos tintos do país, e continua reinando soberana — na taça e no imaginário.
Um dos méritos da Argentina foi manter práticas mais tradicionais de cultivo, como a seleção massal, preservando maior diversidade genética nas videiras, ao contrário dos vinhedos clonais da Europa. E talvez essa seja, como sugere Catena, uma das chaves do futuro em tempos de mudanças climáticas: quanto mais diversidade no campo, maior a chance de resistência às adversidades.
O malbec argentino venceu pelo sabor — e pela história. Foi rejeitado, quase extinto, redescoberto, e agora envelhece com dignidade e elegância nas garrafas que cruzam o mundo.
Como um bom vinho, soube esperar seu tempo. E brindamos a isso.












Vinho de excelente qualidade, o melhor que já tive a oportunidade de degustar.
Excelente vinho, produzido pela Catena Zapata. Sou um apreciador da uva Malbec, principalmente os produzidos nessa tradicional vinícola . Ainda pretendo convencê-la
Eu gostaria de comprar um vinho teste ( Malbec argentino
Quem gosta da uva Malbec precisa conhecer os vinhos da Vinícola GOULART! Simplesmente espetaculares!!!
Tive o prazer de tomar esse, e outros Malbec, na vinícola catena Zapata e almoçar no refinado restaurante, Angélica Zapata, dentro da vinícola!
Que de todos os vinhos que tomei Malbec e o melhor, eu dou nora 10!
Vinho é saúde, vinho é o elixir da vida
Dou mais novo apreciador do vinho procuro cada dia está informado.
Vinhos Malbec argentino e equilibrado, excelente para ocasiões especiais.
O Malbec é minha uva predileta, não gosto de blend
O preço dessa cx de vinho.
Acredito que o vinho produzido em Mendoza, além do terror, das técnicas elaboradas de cultivo dos diversos tipos de uva, possuem uma magia a qual poucos conhecem o segredo.
Além do malbec argentino ser o melhor do mundo, ele é , melhor ainda se tomado em casa.
AMO MENDOZA em qualquer época do ano mas, degustar um malbec junto ao calor de uma lareira, é impagável.
O
O Malbec argentino, sem dúvida, é muito bom, de
paladar especial, como o CATENA.
Fantástica história do Malbec na América do Sul, precisamente na Argentina., Congratulations…