O tempo e a impunidade: uma história de prescrição bem envelhecida


Ah, o tempo… Esse senhor bondoso e generoso, que tudo cura, tudo resolve, tudo arquiva. Aos 75 anos, Guido Mantega pode finalmente respirar aliviado. Não porque tenha sido absolvido, inocentado ou declarado vítima de uma grande injustiça – nada disso. Ele apenas teve a sorte de envelhecer.
Sim, meus caros, é isso mesmo. O ex-ministro da Fazenda e do Planejamento, aquele que esteve no comando da economia brasileira nos primeiros governos de Lula, aquele cujo nome apareceu na Operação Zelotes por envolvimento em um esquema de propinas para favorecer montadoras, bancos e empreiteiras autuadas pela Receita, não precisará mais se preocupar com esses incômodos processos judiciais. A razão? Prescrição penal. Um verdadeiro milagre do calendário!
A justiça brasileira, sempre célere quando se trata de burocracias úteis aos réus, reconheceu que o tempo fez seu trabalho: o Estado demorou tanto para puni-lo que, agora, não pode mais fazê-lo.
Melhor ainda, para os maiores de 70 anos, esse prazo cai pela metade! É como um plano de fidelidade da impunidade: envelheceu? Ganha 50% de desconto na persecução penal.
Vamos deixar algo claro: Mantega não foi considerado inocente. Não há um veredicto que diga que ele não cometeu crime algum. Não houve defesa arrebatadora, reviravolta jurídica ou provas irrefutáveis a seu favor. Apenas o tempo passando, como um relógio silencioso que marca a contagem regressiva para o esquecimento.
No fim das contas, tudo isso serve para uma grande lição: se você está enfrentando um processo complicado, não perca a paciência – perca tempo. Espere o bastante e, quem sabe, a justiça brasileira lhe presenteie com um final feliz. Guido Mantega que o diga.








Bom dia Caio . Realmente esse cara sempre foi falcatrua.
Eu estou enfrentando um momento difícil Mas suas palavras são um alento ao meu problema .não na justiça , mas enfim …
Abençoado dia meu nobre
Revoltante.