OPINIÃO

Bloco de Notas

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Marcou o início de um novo ciclo no parlamento estadual a posse da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), realizada nesta segunda-feira (3). Com a chegada do deputado Alexandre Curi (PSD) à presidência e de Gugu Bueno (PSD) à primeira secretaria, a Casa se prepara para um biênio de modernização, transparência e compromisso com a eficiência na gestão pública. O momento é histórico, especialmente para a cidade de Cascavel: em 170 anos de existência da Alep, esta é a primeira vez que um cascavelense assume um cargo tão estratégico dentro da estrutura legislativa estadual. Para Gugu Bueno, essa conquista significa mais do que um êxito pessoal – é um avanço na representatividade da região Oeste no centro das decisões políticas do Paraná. “É, de fato, um momento especial”, afirmou Gugu Bueno. “Temos agora a oportunidade de fazer mais com menos, garantindo que os recursos da Assembleia sejam revertidos em obras e projetos que beneficiem diretamente os municípios do nosso estado.” A nova Mesa Diretora chega com um discurso alinhado à modernização da Casa e ao fortalecimento da relação entre o Legislativo e o Executivo, sempre respeitando a independência entre os poderes. Para Alexandre Curi, o foco será otimizar os processos internos da Assembleia, avançando em sustentabilidade, economia e inovação. “Vamos trazer a inteligência artificial para dentro do poder legislativo para desburocratizar processos e otimizar a gestão. No último ano, conquistamos o selo diamante de transparência, tornando-nos a quarta Assembleia mais transparente do Brasil, mas queremos avançar ainda mais e estar entre as três primeiras”, destacou Curi. Outro ponto central da nova administração será a aproximação com a população. A reformulação do portal da Alep está entre as prioridades, facilitando o acesso às informações legislativas e ampliando a transparência dos trabalhos da Casa. Além disso, a gestão pretende levar a Assembleia a diversas cidades do estado, garantindo um contato mais próximo com os cidadãos. “Não estamos aqui apenas para representar aqueles que votaram em nós, mas sim todos os paranaenses. Nosso objetivo é promover um ambiente de diálogo e construção conjunta, sempre buscando o avanço do Paraná”, completou Alexandre Curi. A composição da nova Mesa Diretora reforça o compromisso com uma administração equilibrada e voltada para resultados. Além de Alexandre Curi e Gugu Bueno, a gestão conta com a deputada Maria Victoria (PP), a primeira vice-presidente Flávia Francischini (União), o segundo vice-presidente Delegado Jacovós (PL), o terceiro vice-presidente Moacyr Fadel (PSD) e o terceiro secretário Requião Filho (PT). Completam a estrutura Alexandre Amaro (Republicanos) e Goura (PDT), na quarta e quinta secretaria, respectivamente. A expectativa é que essa configuração contribua para fortalecer parcerias institucionais e impulsionar projetos estruturantes para os municípios paranaenses. Para Gugu Bueno, a missão é clara: eficiência administrativa e investimento responsável.

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Todo mundo lembra que na campanha eleitoral Lula subia no palanque e bradava contra os decretos de sigilo de Bolsonaro. “O Brasil precisa de transparência!”, dizia ele, com ares de indignação. O discurso era bonito, convincente, cheio de moralidade. Mas, como diria o velho ditado, uma coisa é o discurso, outra coisa é o governo. Agora, de volta à cadeira presidencial, eis que o campeão da transparência decide que algumas informações, bem… talvez seja melhor guardá-las sob sete chaves. A agenda da primeira-dama, por exemplo, virou questão de Estado. O país inteiro pode saber onde está qualquer ministro, mas Janja? Ah, não! O povo não precisa saber por onde ela anda, com quem se reúne e o que faz. Isso não é transparência, isso é curiosidade desnecessária, diriam os assessores. E os gastos do gabinete da primeira-dama, que tem 12 funcionários pagos com dinheiro público? Bom, isso também é informação sensível. Quem precisa saber quanto se gasta e com o quê? Certamente não a imprensa, que agora se vê diante da mesma muralha de sigilo que Lula tanto condenava no governo anterior. Curiosa essa seletividade da transparência. Quando Bolsonaro impunha sigilos, era ataque à democracia. Quando o governo petista faz o mesmo, é apenas uma questão de segurança e bom senso. Mas, claro, a culpa deve ser da imprensa, que insiste em perguntar: afinal, o que há para esconder?

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A posse do novo presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), Flávio Gotardo Coelho de Souza Furlan, foi realizada na noite desta terça-feira (4) e reuniu representantes do setor produtivo, autoridades estaduais e lideranças empresariais, reafirmando a importância da sinergia entre governo e entidades associativas para o progresso econômico do Paraná. Empresário e advogado, Furlan possui uma trajetória consolidada no associativismo, tendo presidido a Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit) e a Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná (Caciopar). Ele assume a gestão 2025-2026, sucedendo a Fernando Moraes e com a missão de fortalecer o diálogo, impulsionar o associativismo e contribuir para um futuro próspero para todos os paranaenses. O presidente eleito destacou a importância das associações comerciais para o desenvolvimento do estado. “Os desafios são muitos, principalmente na área de infraestrutura logística, que precisa acompanhar o crescimento exponencial do Paraná. Nosso compromisso é trabalhar com otimismo, integrando federações, entidades e o governo para construir soluções eficazes”. Ele reafirmou seu compromisso em apoiar os empreendedores paranaenses, promovendo oportunidades e o fortalecimento do associativismo.

O vice-governador do Paraná, Darci Piana, também esteve presente no evento e se mostrou otimista em relação à gestão de Furlan: “Tenho certeza de que fará uma grande gestão. Ele é um líder preparado, com vasta experiência e muito comprometido com o desenvolvimento do Paraná.” O secretário estadual do Planejamento, Guto Silva, reforçou a importância da parceria entre a Faciap e o governo do estado. “As associações comerciais lideradas pela Faciap são um canal fundamental entre o setor produtivo e o governo. Trabalhamos juntos para alinhar as demandas empresariais com reflexões sobre orçamento, investimentos e relações de trabalho, permitindo que o Paraná continue avançando com empregos e crescimento econômico”, afirmou Silva. Ricardo Barros, secretário de Indústria e Comércio, também destacou o papel estratégico da Faciap na interlocução com os empresários. “O setor produtivo é essencial para o Paraná. A Faciap agrega grande parte desses empreendedores, e estamos juntos na missão de gerar empregos, atrair investimentos e fortalecer a economia do estado”, declarou Barros.

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Em seu artigo intitulado “Não é infração penal imaginar, pensar ou combinar”, publicado em 23 de dezembro de 2024 na Gazeta do Povo, o procurador de justiça César Dario Mariano da Silva aborda o indiciamento de diversos agentes públicos pela Polícia Federal por supostos crimes contra o Estado Democrático de Direito. Ele argumenta que, no direito penal brasileiro, a punição requer a materialização de atos que ultrapassem o mero planejamento ou intenção. A criminalização de pensamentos ou discussões preliminares, sem a concretização de ações ilícitas, contraria os princípios fundamentais do direito penal e pode abrir precedentes perigosos para a liberdade individual. É crucial que as autoridades mantenham uma distinção clara entre intenções e ações efetivas, garantindo que apenas condutas que realmente ameacem o Estado Democrático de Direito sejam objeto de sanção penal. Concordo plenamente com a análise do procurador César Dario Mariano da Silva. A punição de indivíduos com base apenas em pensamentos ou discussões, sem a concretização de atos ilícitos, representa uma ameaça à liberdade individual e aos princípios fundamentais do direito penal. É essencial que as autoridades façam uma distinção clara entre intenções e ações efetivas, garantindo que apenas condutas que realmente ameacem o Estado Democrático de Direito sejam objeto de sanção penal.

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O editorial da Gazeta do Povo, intitulado “Faltam justificativas para a prisão de Braga Netto”, aborda de forma assertiva a ausência de fundamentos legais para a decretação da prisão preventiva do general Walter Braga Netto. Conforme o artigo 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva pode ser decretada para garantir a ordem pública ou econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, desde que haja prova da existência do crime, indícios suficientes de autoria e perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado. No caso de Braga Netto, a decisão judicial não apresentou evidências concretas de que sua liberdade representasse uma ameaça atual que justificasse a prisão preventiva. Apenas a menção de que ele teria buscado informações sobre a delação de Mauro Cid, sem indícios de coação ou tentativa de obstrução de justiça, não é suficiente para atender aos requisitos legais previstos no artigo 312. A aplicação da prisão preventiva sem a devida fundamentação legal não apenas desrespeita os direitos individuais, mas também compromete a integridade do sistema judiciário. É essencial que as autoridades observem rigorosamente os critérios estabelecidos na legislação para evitar abusos e garantir a justiça. Portanto, alinho-me à posição do editorial da Gazeta do Povo ao questionar a legitimidade da prisão preventiva de Braga Netto, ressaltando a importância de uma aplicação criteriosa e fundamentada das medidas cautelares no processo penal brasileiro.

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A Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Lar Cooperativa Agroindustrial, realizada na manhã de sexta-feira (31), evidenciou os expressivos resultados alcançados que caracterizaram 2024 como um dos melhores anos da Cooperativa. O desempenho se destaca não apenas financeiramente, mas também pelas ações que impulsionaram o desenvolvimento e fortaleceram as relações com associados, funcionários e a comunidade de modo geral.

“A frustração da safra de grãos no Mato Grosso do Sul em grau menor na lavoura de soja e mais grave no milho, somada a cotações menores nos preços, fez com que a receita líquida da cooperativa totalizasse R$ 20.284.893,56, 6,9% menor que 2023. Contudo, o resultado financeiro fechou o ano em R$ 922.357.095,45, 66,1% maior que o ano passado”, destacou o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, responsável por conduzir os trabalhos na AGO juntamente com o diretor 1° vice-presidente, Diogo Sezar de Mattia e o diretor 2° vice-presidente, Urbano Inacio Frey. Em 2024 a avicultura foi o principal destaque da Cooperativa, contribuindo com 42,34% do total da receita líquida. Em segundo lugar, a área de grãos respondeu por 34,53% da receita, seguida pela área de insumos, com 15,21%. Outras atividades, como suinocultura, varejo e outros segmentos também tiveram participação no desempenho econômico, porém em menor proporção. “Os números mostram que o cooperativismo, não só no Paraná, mas também no país, está muito forte e consolidado, gerando empregos, renda e desenvolvimento para as comunidades. Isso se deve ao sucesso de cooperativas como a Lar, que abraça as oportunidades, supera desafios e apresenta resultados cada vez maiores”, afirmou o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti. O expressivo desempenho financeiro da Lar se reflete nos benefícios pagos aos associados, que ultrapassam R$ 330 milhões, um dos valores mais relevantes entre as cooperativas da região. Esse resultado é composto por bonificações em insumos, fidelidade de grãos, qualidade de milho, pagamento de capital, depósito em conta capital, distribuição das sobras de balanço, entre outros pagamentos.

A distribuição das sobras de balanço, que representa um importante retorno financeiro aos associados, evoluiu 117,95% em relação ao resultado de 2023, quando alcançou mais de R$ 46 milhões e agora, em 2024, cresceu para mais de R$ 100 milhões. Esse aumento significativo demonstra o sucesso da gestão da Cooperativa e o compromisso com a família associada. Apesar dos desafios que marcaram o ano de 2024, a Lar Cooperativa mais uma vez demonstrou resiliência. Investimentos estratégicos, como obras e aquisições, permitiram expandir operações em diversas áreas. A aquisição da Unidade de Beneficiamento de Sementes, em Xanxerê (SC), a inauguração do maior e mais moderno incubatório das Américas, em Itaipulândia (PR) e as novas estruturas em Mato Grosso do Sul são alguns dos exemplos que evidenciam o crescimento e o desenvolvimento dos negócios. Em 2024 a Lar Cooperativa também demonstrou evolução no quadro de associados, que cresceu 3,9% em relação ao ano anterior, saltando de 13.624 para 14.156 cooperados que se dividem entre as atividades de grãos, aves de corte, leite, suínos, ovos postura e ovos férteis. Seguindo este mesmo ritmo, o quadro de funcionários registrou crescimento de 3,6% comparado ao último ano, passando dos 23.543 para 24.390 profissionais que atuam em diversas áreas. Resultado que mantém o título de cooperativa singular que mais gera empregos no Brasil. Diante dos resultados apresentados, de forma detalhada e transparente, os mais de 380 associados que estiveram presentes, no Lar Centro de Eventos, em Medianeira (PR), aprovaram por unanimidade todos os itens apresentados para apreciação, entre eles destaca-se: o Relatório e Balanço 2024 da Lar Cooperativa; a destinação das sobras do exercício; a eleição e posse dos membros do Conselho Fiscal para 2025; autorização para contratação de financiamentos e investimentos, entre outros assuntos.

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O artigo “Esquerda não sabe para onde vai”, publicado por Ricardo Rangel na revista Veja, oferece um diagnóstico preciso e perspicaz sobre o impasse que aflige o chamado “campo progressista) em todo o mundo. Em sua análise, Rangel aponta como a predominância da corrente identitária tem fragilizado o movimento, afastando-o das preocupações reais da maioria da população. A ênfase quase exclusiva em pautas como misoginia, homofobia e transfobia tem tornado o discurso da esquerda autorreferente e distante daquilo que de fato impacta o dia a dia das pessoas comuns. Enquanto setores da esquerda se concentram em discussões que muitas vezes são restritas a bolhas acadêmicas e ativistas, a sociedade continua lidando com problemas concretos: a violência nas ruas, a dificuldade de acesso à moradia, o aumento do custo de vida, o colapso da educação pública, a precariedade da saúde, a falta de saneamento básico e os desafios do transporte público. São essas as demandas que mobilizam o cidadão comum – e que, ironicamente, têm sido melhor exploradas politicamente pela direita. Rangel acerta ao expor esse descompasso. Quando um movimento político perde sua conexão com as necessidades mais urgentes da sociedade e se volta para um discurso voltado para dentro de si, abre espaço para que outros ocupem esse vácuo. E é exatamente isso o que tem acontecido. A direita tem crescido e conquistado espaços, apresentando-se como alternativa mais pragmática e eficaz. A ascensão de Donald Trump nos Estados Unidos é um exemplo emblemático desse fenômeno. Trump venceu explorando justamente as angústias da classe média e trabalhadora, com um discurso direto sobre segurança, empregos e ordem social. Seu ideário conservador não surgiu do nada – ele foi impulsionado pela falta de respostas concretas da esquerda para os problemas reais da população. Se a esquerda quiser retomar sua relevância, precisará reconectar-se com as demandas essenciais da sociedade. Enquanto continuar priorizando debates que não dialogam com a realidade da maioria das pessoas, continuará assistindo ao avanço da direita e à ocupação dos espaços políticos que um dia foram seus.

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É estranho, muito estranho. O presidente Lula, sempre tão eloquente quando se trata de criticar democracias ocidentais e exaltar certas “lideranças” questionáveis, subitamente perdeu a voz. A queda de Bashar al-Assad, o sanguinário ex-ditador da Síria, não arrancou sequer um comentário do chefe do Executivo brasileiro. Nenhuma palavra, nenhum tuíte, nem mesmo uma singela nota de pesar pelo destino de um velho agraciado seu. Para quem não lembra (e Lula certamente gostaria que esquecêssemos), foi ele quem, em 2010, condecorou Assad com a mais alta honraria do Brasil, a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul. Um gesto de grandeza? Um reconhecimento por serviços prestados à humanidade? Não exatamente. O premiado apenas se notabilizou por reprimir seu próprio povo com armas químicas e bombardear civis indiscriminadamente. Agora, com Assad deposto, esperava-se que Lula pelo menos enviasse um cartão de condolências, um aceno solidário, algo do tipo: “Força, camarada, a luta continua!”. Mas, curiosamente, a diplomacia petista escolheu o silêncio. Talvez porque certas amizades fiquem embaraçosas quando a História cobra sua fatura. Aguardemos. Quem sabe, em uma próxima viagem ao Oriente Médio, Lula aproveite para dar um pulo em Damasco e resgatar pessoalmente a medalha de Assad. Afinal, não seria justo deixá-la nas mãos de um simples ditador caído.

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Um Comentário

  1. Fico muito satisfeito da posição que Gugu assume. Tenho plena convicção e orgulho, tendo em vista que ele irá habilmente e com seriedade auxiliar nossa região , bem como outras regiões do estado. Ele me representa.
    Abraços meu amigo, abençoado weekend a ti e famiilia

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