OPINIÃO

O promissor despertar de uma nova era

Reconhecendo e reparando o grave erro que havia cometido, Mark Zuckerberg, dono do Facebook, do Instagram e do Threads, nos brindou neste alvorecer de 2025 com o auspicioso anúncio da desativação do programa de verificação de fatos que implantou nas três plataformas com o objetivo de moderar, ou filtrar, o conteúdo das postagens para, supostamente, combater a propagação de informações falsas e dos tais discursos de ódio.

Antes tarde do que nunca, o magnata da tecnologia se convenceu, finalmente, daquilo que já sabíamos há tempos: que os serviços de checagem que contratou para executar o trabalho foram capturados em escala global por ferozes ativistas fundamentalistas da esquerda empenhados unicamente em excluir as vozes da direita.

Como exemplo do alcance das novas regras, que já entraram em vigor nos Estados Unidos e em breve se estenderão para todos os países onde sua companhia atua, o empresário disse que o Instagram e o Facebook não vão mais marcar publicações que falam sobre imigração ou gênero. Segundo ele, o que começou como uma medida inclusiva, passou a ser usada para “calar opiniões”.

Eu mesmo, recentemente, fui alvo desses censuradores de plantão.

Uma nota em que comentei, no início do mês, as contundentes críticas feitas ao ativismo judicial do Supremo Tribunal Federal pelo advogado Leonardo Sica, novo presidente da seccional paulista da OAB, foi apagada da minha conta no Facebook tão logo a postei, com a justificativa de ser uma matéria enganosa, muito embora já tivesse sido igualmente divulgada por outros veículos de imprensa.

Ou seja, houve um cerceamento ilegal, direto e pessoal à minha atividade profissional de jornalista devido ao meu posicionamento ideológico de direita.

Ainda sobre a sua histórica decisão, Zuckerberg explicou que ela foi tomada “para que as plataformas voltem para suas raízes e origens”, isto é, voltem a ser espaços verdadeiramente democráticos onde as pessoas podem manifestar livremente, sem medo, o que estão pensando.

Zuckerberg não poderia ter sido mais claro ao afirmar que “os sistemas de regulação se tornaram muito politizados e apresentam muitas falhas.”

Destacando seu alinhamento com a visão que o futuro presidente norte-americano, o republicano Donald Trump, tem a respeito do assunto, ele enfatizou que buscará, agora, restaurar a mais ampla liberdade de expressão em suas redes sociais e condenou as medidas autoritárias criadas por governos ao redor do planeta para controlar as notícias veiculadas na internet.

Nesse contexto, Zuckerberg sublinhou em seu comunicado que “nações latino-americanas têm tribunais secretos que podem ordenar que as empresas retirem as coisas do ar silenciosamente.”

Qualquer semelhança com o STF brasileiro, que remove postagens e bloqueia perfis de usuários arbitrariamente, além de ter suspendido o funcionamento do X (ex-Twitter) no ano passado por 40 dias, não é mera coincidência.

Em sua bombástica declaração, Zuckerberg também revelou que até mesmo o governo dos EUA, durante a presidência de Joe Biden, que termina seu mandato no próximo dia 20, “pressionou por censura.”

Vestindo a carapuça, Lula, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luís Roberto Barroso, o PT e todas as confrarias esquerdopatas do consórcio político-jurídico que se apossou do Brasil, mais os comentaristas sabujos da Globo, expressaram a sua mais profunda indignação com a guinada de Zuckerberg.

Obviamente, eles não estão preocupados com os eventuais excessos que possam ser cometidos sob a capa da liberdade de expressão. A legislação já dispõe de fartos instrumentos para punir ofensas, calúnias, injúrias, difamações e outros tipos de crimes costumeiramente praticados tanto no mundo real como no virtual.

O que essa turma quer, essencialmente, é tornar-se a opinião dominante em todos os meios de comunicação e extirpar os cidadãos e as correntes políticas que pensam diferente. O nome disso é ditadura.

Por último, e esse é o grande ponto, se Lula et caterva não gostaram das mudanças, é porque elas, efetivamente, são boas para quem discorda e não gosta deles.

Simples assim.

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2 Comentários

  1. Boa tarde Carissimo Caio.Mais uma vez,tenho prazer de cumprimentá-lo pela excelente nota.Obrigado por nós representar,nós, os leigos patriotas que não temos voz,para combater os absurdos que assistimos todos os dias, e que nos causa muita indignação.

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