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Trump e Kamala no limiar de um empate?

Publicado por Caio Gottlieb em

Esqueça as disputas mais emocionantes das recentes eleições municipais no Brasil, que deixaram muita gente com o coração na mão até a abertura da derradeira urna.

Eletrizante mesmo promete ser a apuração do pleito presidencial dos Estados Unidos, onde Donald Trump e Kamala Harris travam um dos duelos mais intensos e dramáticos da história política da maior potência econômica e militar do mundo.

E para acrescentar ao confronto uma dose a mais de suspense, sabe-se que mais de 40 milhões de eleitores já enviaram seus votos pelos correios, como é permitido por lá.

Ou seja, a votação está em pleno curso. A sorte foi lançada.

Seja como for, ainda que as últimas pesquisas mostrem um leve favoritismo do republicano sobre a democrata, o desfecho final marcado para o dia 5 de novembro permanece totalmente imprevisível.

É uma campanha tão acirrada que muitos analistas começaram a considerar seriamente a probabilidade de ocorrer uma igualdade aritmética entre os dois candidatos devido às peculiaridades do intrincado sistema eleitoral norte-americano, onde não vence o postulante que conquista mais votos populares, mas aquele que garante o número mínimo de 270 delegados no colégio eleitoral.

Um eventual empate na corrida pela Casa Branca, embora incomum, não seria algo inédito. O fenômeno já aconteceu nos anos de 1800 e 1824 e pode se repetir novamente na esteira de alguns eventos hipotéticos que, por ora, estão apenas no campo das ilações.

Leia abaixo a explicação resumida de Carlo Barbieri, presidente do Oxford, o maior grupo de empresas de consultoria especializadas em atender brasileiros nos Estados Unidos, descrevendo as condições para a inusitada possibilidade:

“Se a pequena margem de votos, nos estados pendulares, for acurada e prevalecer no pleito, teríamos a vitória de Trump na Geórgia, Carolina do Norte e Nevada. Já Harris poderia vencer em Michigan, Wisconsin e Pensilvânia.

Nebraska é um Estado diferente dos demais, aonde não vão todos os votos para o que ganhar por maioria simples.

Lá, 2 votos, dos 5, vão para o que obtiver maioria e os outros 3 vão para o vencedor em cada um dos 3 distritos. Se dividirem e derem um voto para Kamala, teremos um resultado de 269 votos finais para cada candidato.

Havendo tal circunstância, a eleição será decidida no Congresso Nacional, cabendo à Câmara dos Deputados escolher o presidente da República e ao Senado a indicação do vice-presidente.

Nesse caso, poderíamos nos deparar com a curiosa situação de ter o presidente de um partido e o vice de outra sigla.

Mais um fato interessante: cada estado tem um voto, independentemente de quantos deputados tenha, e eles não são obrigados a seguir o voto majoritário que saiu das eleições”.

Por fim, vale sublinhar que, se a vantagem de Trump é pequena nas sondagens de opinião, no front dos sites de jogos ele vem ganhando por larga margem.

Nada menos que 64% dos apostadores estão depositando todas as fichas em sua vitória.

Categorias: OPINIÃO

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