2026 é logo ali


Votei no presidente Jair Bolsonaro em 2018 e também neste ano absolutamente convicto e consciente da escolha que fiz. Divulguei e defendi as muitas e boas realizações do seu governo. Escrevi e assinei embaixo. Não me escondi no conforto do anonimato.
Todavia, nunca difundi neste blog qualquer uma das postagens, a grande maioria de autoria apócrifa, que inundavam diariamente grupos de WhatsApp e redes sociais anunciando planos em andamento para uma iminente intervenção militar que viesse a impedir a retomada do poder pela quadrilha do Mensalão e do Petrolão.
E não o fiz por um simples motivo: era tudo ficção.
Compartilhadas incessantemente por fiéis apoiadores do presidente, as “notícias” expressavam o desejo sincero e legítimo de ver a nação seguindo no bom caminho, mas baseavam-se em interpretações discutíveis de dispositivos legais ou em teorias fantasiosas e imaginárias produzidas por mentes criativas.
E se tais planos algum dia chegaram a ser seriamente pensados dentro das quatro linhas da Constituição, o momento oportuno para colocá-los em prática ficou lá atrás.
Ou seja, o timing foi desperdiçado.
Nesse sentido, a meu ver, o presidente pecou ao incentivar as mobilizações com mensagens dúbias e enigmáticas, entendidas por milhões de seguidores como recados cifrados de que tinha uma carta na manga para conter os abusos de autoridade do judiciário e impedir a volta ao Palácio do Planalto da turma da roubalheira, transmitindo a nítida impressão de que contava, para tanto, com o respaldo da caserna, o que se comprovou não ser verídico.
Lamento dizer que as Forças Armadas jamais cogitaram executar qualquer ação para prender ministros do STF (ainda que alguns deles mereçam ser destituídos da função pelas arbitrariedades perpetradas) ou anular a eleição de Lula sem uma prova clara, cabal e incontestável de fraude nas urnas eletrônicas.
Eu tinha conhecimento disso não por adivinhação, mas por frequentes informações recebidas de fontes fidedignas.
Porém, preferi não expor o que eu sabia ao perceber que ninguém estava disposto a acreditar na verdade. Interessava aos dois lados da polarização política alimentar a boataria para cingir a disputa eleitoral apenas entre Bolsonaro e Lula.
Até mesmo familiares e amigos próximos, apesar dos meus avisos, se recusaram a enxergar a realidade. Paciência.
Concordo que, além da conduta tendenciosa do STF e do TSE, aconteceram coisas no mínimo estranhas no processo eleitoral. Mas indícios não são provas.
Em resumo, pela soma de inúmeras circunstâncias, temos agora um homem condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, sem ter sido absolvido e nem inocentado de seus crimes, ocupando a presidência da República por obra de seus companheiros da suprema corte que o tiraram da prisão e cancelaram num passe de mágica jurídica as penas a que foi sentenciado.
Uma vergonha mundial que iremos passar pelos próximos quatro anos.
De resto, já não adianta mais chorar sobre o leite derramado. O mundo não acabou. Perdeu-se uma batalha, não a guerra.
É inegável que a viagem inesperada de Bolsonaro aos Estados Unidos, abandonando o país em momento tão crucial, revelou-se um tremendo erro político. A atitude inesperada levou seus eleitores a uma profunda decepção, amargando sentimentos de traição e orfandade. De todo modo, teve o aspecto positivo de fazer cair a ficha dos que ainda resistiam na crença de que um super-herói surgiria montado num cavalo branco para salvar a pátria. Não se pode viver eternamente de falsas expectativas.
É justo reconhecer, por fim, que Bolsonaro deixa-nos um grande legado: foi graças a ele que a direita ganhou projeção e força no Brasil.
Resta-nos ir em frente, revendo e corrigindo equívocos e falhas, trabalhando para expandir os princípios e ideais do movimento conservador, combatendo as teses atrasadas da esquerda e denunciando os desvios de conduta da nova gestão petista, que certamente serão muitos.
É o que continuarei fazendo como jornalista e cidadão, com racionalidade, pragmatismo e pés no chão, sempre com a esperança de um futuro melhor para o Brasil, mas sem cultivar fake news, fanatismos, ilusões e devaneios.
Como deve ser.












Preciso m, lúcido e objetivo, como sempre.
Texto muito sensato, Caio. Parabéns.
Caio,
Seu texto reflete integralmente o pensamento de mais de 60 milhoes de brasileiros (que não votou no Lula), Afinal, somos 318 milhões. Resta-nos
cobrar nossos representantes políticos na manutencao dd vigilância no governo empossado. Apenas discordo quanto a viagem do Bolsonaro, pois havia rumores que havia estava armado, para no dia da posse a prisao do presidente Bolsonaro. Não daria em nada era certo, mas o constrangimento seria grande. Com STF e STE contaminado (e festejando com Lula), na dúvida e orientado nosso eterno presidente, agiu certo. Vivemos momentos de eternidade: Pelé, eterno Rei do futebol,; Bento XVI, foi para eternidade; Bolsonaro, eterno presidente e Lula, eterno Ladrão da República.
Parabéns Caio , concordo plenamente com seu editorial !
Parabéns pela postura ética ao falar sobre o assunto. Muita gente somente quis ganhar alguns likes em seus vídeos no YouTube. Usaram da boa fé daqueles q querem o bem do país. E para aqueles q acreditaram, fica uma pergunta: qdo foi q o presidente ou alguma liderança chamou o povo p frente dos quartéis? Se tivessem prestado atenção, veriam q isso não passava de um sonho.
Parabéns pelo texto, Caio! Também penso como você. Temos uma missão pela frente que é a vigilância constante para salvar o Brasil do socialismo. Surgirão líderes para conduzir uma oposição consciente a esse governo populista e despreparado. Sabedoria e determinação serão imprescindíveis! Abraço!