É tudo ou nada

Alguns deputados soltaram rojões nas redes sociais para celebrar que tinham conseguido convencer o ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas a reverter para os cofres do Paraná o total dos recursos financeiros que forem obtidos das outorgas das próximas licitações das rodovias federais pedagiadas no estado.

Mas muita gente não viu na notícia nenhum motivo para comemorações.

É verdade que foi um progresso significativo diante do projeto original, que previa a destinação integral do dinheiro à União, e também em relação à segunda versão da proposta, até então em vigor, que reservava a metade do valor arrecadado para ser investido nas estradas estaduais paranaenses.

Entretanto, a benevolência do ministro não muda em nada a posição adotada sobre o assunto pelas entidades que representam o setor produtivo do estado.

Fortemente unidas em torno da causa, elas não arredam pé da decisão de só aceitar que a disputa das novas concessões seja pautada pela oferta da menor tarifa e rejeitam qualquer outra opção que inclua algum tipo de outorga onerosa, modelo que, segundo seus estudos, não reduzirá suficientemente o custo do pedágio e será para a economia do Paraná tão ou mais danoso que o sistema atual.

Ou seja, o embate está longe de terminar.

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2 Comentários

  1. Na verdade só tenho visto as entidades civis se movimentando. Os políticos mesmo..
    Só tentando se aproveitar da onda p fazer autopromoção. Sugiro não reeleger nenhum deles.

  2. Investir o valor da outorga no Parana? conversa para enganar . a unica verdade é aquela que voce enxerga na praça de pedagio! pagou, perdeu.

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