Opinião

Unicred Centro Sul renova Conselho e celebra ano recorde

Marcada para esta terça-feira (17), a assembleia geral da Unicred Centro Sul carrega peso duplo. No encontro online aberto aos 27 mil cooperados, a pauta combina a prestação de contas do exercício de 2025 — o melhor da história da instituição — com a eleição do Conselho de Administração, cujo atual presidente, Marcos Aurélio Antunes Machado, encerra quatro anos de gestão e se apresenta à reeleição.

Os números que chegam à mesa da assembleia justificam o tom de balanço de ciclo. A cooperativa, que atua no Sul de Santa Catarina, Oeste do Paraná, Distrito Federal e Tocantins, fechou o último exercício com R$ 4,6 bilhões em recursos administrados — crescimento de 19% sobre o ano anterior — e 26.345 associados, avanço de 14,7% na base.

Em termos práticos, a Unicred Centro Sul praticamente dobrou de tamanho nos últimos anos.

O indicador que mais traduz a natureza do modelo cooperativista, porém, é o das sobras: R$ 47 milhões em 2025, contra R$ 38,9 milhões no exercício precedente. Em janeiro, R$ 9,4 milhões já foram distribuídos aos cooperados a título de juros ao capital, creditados proporcionalmente à movimentação de cada associado.

O diretor executivo, Marcelo Lima, coloca o número em perspectiva. As sobras, explica, representam o resultado operacional da cooperativa e retornam ao cooperado de formas que uma instituição financeira tradicional simplesmente não replica. “Em um banco convencional, esse resultado seria apropriado pelos acionistas. No modelo cooperativista, além da distribuição direta de parte das sobras, existem os ganhos indiretos — valores que já permanecem no bolso do cooperado ao longo do ano, por meio de taxas e condições mais vantajosas.”

Que tudo isso tenha sido construído em cenário econômico adverso torna o desempenho ainda mais significativo. A Unicred Centro Sul mantém classificação de risco nível A pelas agências internacionais Fitch Ratings e Moody’s — chancela que, no ecossistema cooperativista, não se distribui com facilidade.

Machado, ao avaliar o quadriênio que se encerra, prefere olhar para além da curva de crescimento. “Mais do que os números, o que nos orgulha é saber que esse crescimento foi construído com base na confiança dos cooperados e no compromisso de manter uma instituição sólida e preparada para o futuro”, afirma. O período sob sua gestão foi marcado pela ampliação da presença da cooperativa em novas regiões e pelo reforço das estruturas de governança — pilares que sustentam a candidatura à reeleição.

A assembleia não será apenas retrospectiva. A diretoria deve apresentar as diretrizes do ciclo estratégico até 2026, e as metas revelam apetite: ultrapassar R$ 50 milhões em sobras, atingir R$ 5,5 bilhões em recursos administrados, alcançar 30 mil cooperados e chegar a R$ 2 bilhões em crédito concedido. No plano estrutural, a cooperativa projeta a implantação de uma nova sede administrativa em Criciúma e a abertura de um escritório de negócios em Araguaína, expandindo a presença no Tocantins.

Para uma instituição que dobrou de tamanho em um ciclo, a pergunta que a assembleia desta segunda-feira coloca, no fundo, é menos sobre o que foi feito — e mais sobre até onde o modelo é capaz de ir.

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