OPINIÃO

A farsa da Terra Prometida: as entranhas do MST que ninguém quer mostrar

Era para ser a redenção do campo brasileiro. Virou um roteiro de miséria, doutrinação e oportunismo. No dia 22 de maio, estreou no canal da Brasil Paralelo, no YouTube, o documentário O MST: Terra Prometida — uma dessas produções que, só pelo título, já dispara sirenes nas redações progressistas e provoca urticária em ONGs aparelhadas.

Mas o que se revela nas imagens do filme é mais do que o incômodo da verdade: é o retrato impiedoso de um país onde o solo fértil da propriedade virou território sagrado da impunidade de uma autêntica organização criminosa.

Gravado com a qualidade técnica de sempre, o documentário não poupa palavras nem eufemismos. Vai direto ao ponto: o Movimento Sem Terra, essa entidade idolatrada por intelectuais de ar-condicionado e por governos de esquerda em clima de nostalgia revolucionária, é apresentado como um organismo com tentáculos longos, discurso reciclado e métodos que lembram mais um script de guerrilha do que uma política pública.

Ao longo dos 90 minutos de projeção, Terra Prometida desfaz o mito com a paciência de um cirurgião e a frieza de um documentarista honesto.

Ouve-se quem ninguém quer ouvir: ex-integrantes do movimento, produtores que tiveram suas terras invadidas, juristas, parlamentares e até um ex-presidente do INCRA. Todos traçam, em uníssono, a cartografia do engano: invasões coreografadas, manipulação de dados, ocupações sustentadas com verba pública, e um exército de siglas sem CNPJ — perfeitas para escapar da lei e atrair o dinheiro do contribuinte.

A face oculta da reforma agrária, revelada sem maquiagem, é uma tragédia anunciada: barracos improvisados, saneamento inexistente, escolas doutrinárias e mercados internos controlados pelo próprio movimento, com preços mais altos que no centro de São Paulo. O documentário mostra como esses acampamentos viraram bolsões de miséria travestidos de resistência, onde promessas de terra se dissolvem em lama e frustração.

Com relatos pungentes, ex-militantes falam de fome, decepção e do arrependimento de quem acreditou no paraíso rural e acordou num pesadelo socialista. A Terra Prometida, para muitos, virou cativeiro ideológico, com doutrinação marxista desde a infância e uso descarado dos mais pobres como massa de manobra eleitoral.

O filme também expõe a falácia da “terra improdutiva”. Com a revolução tecnológica no agro, áreas antes ineficientes hoje são altamente lucrativas. O que fez o MST? Atualizou o GPS e passou a invadir o que dá lucro. Ou seja: não é mais por reforma, é por rapina. Os entrevistados dizem o óbvio: sem o amparo dos governos amigos, o movimento estaria em processo acelerado de extinção. Mas com o PT de volta ao poder, o guichê da reforma agrária ideológica reabriu — e os currais foram devidamente reaparelhados.

Para não dizer que tudo é desespero, o documentário aponta luzes no fim do barraco. Estados como Goiás e São Paulo têm conseguido conter o avanço das invasões com a receita básica da civilização: polícia, lei e ordem. E do outro lado do front, surge o movimento “Invasão Zero”, formado por produtores rurais que não se opõem à reforma agrária, mas à velha prática de invadir primeiro e dialogar depois (quando muito).

A Brasil Paralelo entrega, mais uma vez, um trabalho que incomoda porque revela. Um filme que o MST, os seus simpatizantes e os seus padrinhos não querem que você veja — e isso, por si só, já é um excelente motivo para assisti-lo.

Depois de sua avant-première gratuita, agora o documentário está disponível exclusivamente aos assinantes da plataforma. O recado está dado. E a verdade, enfim, registrada — entre a cerca arrebentada e o capim calcinado da justiça agrária à moda da foice.

Artigos relacionados

Um Comentário

  1. E preciso reintegrar povo a terra mas não com invasão mas ter critério e conhecimento das família a ser assentadas não por ideologia partidária mas por ser quem quer viver trabalhar produzir nas terras pra consumo e vender excedentes sem atravessador sem ser coagidos Brasil e território imenso pode dividir parte de terra boa com potencial produzir. Quem receber terra poça pagar um pouco pela área que estiver ocupando mas ser livre pra comercializar no local e nas cidades dês que produto tenha higiene e boa qualidade. Pois sou uma agricultora que hoje vivo na área urbana e sonho em possuir um pedaço terra plantar frutas milhos e ter animas consumos e vender excedentes este e meu desejo.

Deixe um comentário para Ana Maria Figueiredo Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo