Mais gás para a indústria paranaense


Um dos principais gargalos no caminho dos esforços para acelerar a industrialização do Paraná, dificultando especialmente investimentos em plantas que demandam grandes volumes de energia, a pouca disponibilidade de gás natural está perto de começar a ser definitivamente equacionada.
O primeiro passo nessa direção foi dado em dezembro pelo governador Ratinho Junior ao renovar a concessão que outorgou à Companhia Paranaense de Gás a distribuição exclusiva do insumo no Estado pelos próximos 30 anos e anunciar a intenção de privatizar a empresa até julho próximo, dentro de um ambicioso projeto de estender suas operações em larga escala para as mais diversas regiões.
Ratinho aposta na gestão privada, que não tem as amarras legais do poder público, para que a Compagas, hoje controlada pelo Estado, agilize a ampliação de redes de gasodutos e estimule a instalação de indústrias no interior, atraídas por uma matriz energética que propicia maior competitividade no preço final dos produtos fabricados.
Por sinal, temos um atraso de décadas no setor. Só para comparar: enquanto no Paraná o gás natural chega atualmente a 170 empresas, na vizinha Santa Catarina, com metade da área territorial, já são atendidas mais de 330 companhias.
Urge recuperar o tempo perdido.








Oxalá esse gás chegue logo!