OPINIÃO

A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória

Sou um jornalista de direita. Quem me dá a honra de acompanhar o que escrevo tem ciência disso. Este blog não é um portal de notícias. É um espaço onde manifesto o meu pensamento sobre os mais variados temas. Não tenho o compromisso de publicar aquilo em que não acredito e nem em dar voz a opiniões divergentes da minha.

Defendo intransigentemente os princípios básicos do conservadorismo: livre iniciativa, liberalismo econômico, meritocracia, estado enxuto para cuidar prioritariamente da saúde, educação e segurança, liberdade plena de expressão, proteção incondicional da propriedade privada, estímulo ao empreendedorismo e menor ingerência do governo na vida das empresas e dos cidadãos, tendo sempre em mente que a melhor justiça social e a mais eficiente distribuição de riquezas é a geração de emprego e renda.

Por essa linha editorial, fica muito claro que a maioria esmagadora dos meus leitores, senão todos, comungam dos mesmos ideais e valores, que são completamente opostos às teses das ideologias de viés socialista.

Sei, porém, que alguns deles, embora não sendo petistas e nem tendo simpatia por partidos de esquerda, pretendem votar no Lula.

É para esses que me dirijo hoje.

Talvez vocês não saibam, mas é o descarado cinismo e a despudorada cumplicidade de setores do judiciário, da imprensa, da classe política e do meio artístico que está permitindo que Lula dispute novamente a presidência da República.

Talvez vocês não saibam, mas ele foi condenado e passou mais de um ano na cadeia por atos comprovados de corrupção e lavagem de dinheiro desvendados pela Operação Lava Jato.

Talvez vocês não saibam, mas Lula nunca foi absolvido ou inocentado dessas condenações, estando livre graças tão somente à ajuda de seus amigos do Supremo Tribunal Federal que inventaram uma chicana jurídica para anular os processos.

Talvez vocês não saibam, mas as sentenças que renderam ao ex-presidente mais de 12 anos de prisão foram aplicadas e referendadas por uma dúzia de magistrados, entre juízes da 1ª instância, desembargadores do TRF-4 e ministros do STJ, depois de lhe ter sido concedido o mais amplo direito à defesa.

Talvez vocês não saibam, mas a rapinagem nos cofres da Petrobras e de outras estatais durantes as gestões do PT, que desviou centenas de bilhões de reais para os bolsos de uma organização criminosa formada por autoridades do governo, políticos e empreiteiros, todos devidamente identificados e processados, muitos deles punidos com longos períodos de prisão, é considerada a maior roubalheira de dinheiro público da história mundial.

Talvez vocês não saibam, mas dezenas de réus confessos e delatores envolvidos nas falcatruas entregaram aos cofres públicos mais de 5 bilhões de reais em troca do abrandamento de suas penas, o que não deixa qualquer dúvida sobre os atos que praticaram, até porque, afinal, se não tivessem roubado a grana não precisariam devolvê-la.

Talvez vocês não saibam, mas esse pessoal é o mesmo que anos antes protagonizou o escândalo do Mensalão, que foi mero furto de alguns trocados perto dos valores surrupiados no esquema do Petrolão. Ou seja, além de ter acumulado know-how no assunto, a quadrilha já perdeu o medo e a vergonha de tramar ladroagens ainda mais rendosas.

Se, diante de tudo isso, vocês ainda acharem que devem votar no Lula, só me resta lembrá-los do ensinamento de uma citação muito apropriada para o momento: “A vida é feita de escolhas. Hoje, você faz suas escolhas. Amanhã, suas escolhas fazem você.”

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7 Comentários

  1. Disse tudo meu amigo. Mas o nosso país é feito,ainda, de oportunistas e desavergonhados. Tomara q a votaçao me desminta.

  2. Parabéns Caio. Creio que em futuro próximo será publicado um estudo do que levou pessoas cultas, esclarecidas, com nada de ignorância votar no maior corrupto do país. Hoje ainda é inexplicável.

  3. Parabéns, Caio. Este seu texto reflete claramente sua postura pessoal, um exemplo de competência profissional, transparência e honestidade intelectual. Orgulho-me de tê-lo como um amigo. Grande abraço.

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