Para Lula, quanto mais tarifaço, melhor

Empresários voltaram de Washington abatidos. Não foi apenas um tropeço de agenda ou uma rodada frustrada de negociações: foi um choque de realidade.
A comitiva organizada pela CNI, com 130 representantes do setor produtivo, percorreu departamentos inteiros da burocracia americana — Comércio, Tesouro, Estado, USTR, até o Capitólio — para ouvir uma única e mesma resposta: não se trata de comércio, mas de política.
O Brasil, enquanto o ex-presidente Bolsonaro é julgado e condenado em Brasília, está interditado no tabuleiro diplomático. O recado foi seco: se Bolsonaro cair, não há acordo.
Enquanto isso, do lado de cá, o governo brasileiro limitou-se a assistir de braços cruzados, sem oferecer sequer o amparo básico da diplomacia.
Os empresários, expostos, sentiram na pele a ausência de um Estado que preferiu largá-los à própria sorte, sob a tutela de uma embaixadora descrita como inepta.
No mesmo instante em que defendiam sozinhos seus interesses, o chanceler de fato de Lula, Celso Amorim, celebrava banquetes em Pequim. O contraste é eloquente: falta Estado, sobra comício.
Lula, em vez de abrir canais de diálogo, preferiu usar o palco do Brics para fustigar Trump e posar de guardião da soberania ultrajada contra a “chantagem tarifária”.
Bonés e bravatas substituíram estratégia. O silêncio cínico do Planalto não é acidente, é deliberado.
O presidente concluiu que a crise rende mais votos do que soluções: o tarifaço, que ameaça exportadores brasileiros e a economia do país, foi convertido em combustível eleitoral.
É uma perversão dupla.
Primeiro, porque sabota produtores e empresas brasileiras no maior mercado do mundo, justamente quando mais precisavam de defesa institucional.
Segundo, porque degrada a diplomacia ao nível de marketing político.
Soberania virou grito de campanha. Washington, palco de negociações, cedeu lugar à retórica inflamável em lives e discursos.
Não é que não haja opções. Seria possível construir uma comissão binacional, articular coalizões empresariais com os próprios americanos, reduzir ruídos ideológicos e até imitar o pragmatismo de países que enfrentaram tarifaços com concessões inteligentes e narrativas de geração de empregos nos EUA.
Mas o Planalto, irresponsavelmente, prefere jogar querosene na fogueira, torcendo para a crise escalar.
O resultado é que o Brasil está encurralado: sequestrado pela pauta política em Washington e manipulado pelo cálculo eleitoral em Brasília.
O governo brasileiro escolheu não agir. Escolheu incendiar. É o tarifaço transformado em palanque.
O que importa é garantir um quarto mandato para o lulopetismo, custe o que custar. O Brasil que se dane.
Como já dizia Juca Chaves, quando a esquerda perde uma eleição, ela tenta destruir o país. Quando ganha, consegue.












Ou o povo se une e reage, ou é melhor, quem puder, arrumar as malas e fugir daqui…. pois as perspectivas são as piores possíveis, em todos os aspectos.
Governo esquerdopata jamais fará acordo com EEUU. Já é comunista mesmo vá procurar auxílios com chineses.
Tem eleição no próximo ano.
Condenaram Bolsonaro.
Nada de acordo com a D.
Acertou na mosca. Permitam-me acrescentar, dentre vários outros, no mínimo mais um motivo para o lulopetismo ver vantagens nesse afundamento nosso no irracional afastamento do bloco ocidental econômico, geopolítico e quiçá militar: O velho quanto pior melhor, que justifica a realização do sonho dourado da esquerda tupiniquim de abrir as portas para a entrada de capitais, ideologias e poderes de ditaduras como a da China et caterva, que serão então recebidas com grande pompa como salvadores da pátria.