OPINIÃO

As velhas ditaduras analógicas anticomunistas terminaram, mas as atuais ditaduras comunistas não terminam

Por Juarez Dietrich*

Aqui no Ocidente as ditaduras são sempre instaladas basicamente pelo mesmo motivo: o comunismo. Seja para instalar a “ditadura do proletariado”, nas palavras de seus próprios camaradas comunistas ou, com sinal trocado, para impedir a ditadura comunista, como justificaram os que fizeram isso no passado.

As velhas ditaduras anticomunistas foram feitas basicamente por militares e suas armas “para impedir a instalação da ditadura do comunismo”, comandadas por pessoas que legalmente não deveriam se instalar no poder porque não foram eleitas democraticamente para estarem ali, embora com apoio popular.

Porém, em algum momento as que impediram o comunismo saíram do poder. Seja porque consideraram ter conseguido seu intento – impedir uma ditadura comunista – ou por causa da pressão popular, como foi no Brasil.

E saíram quase que pedindo desculpas pelo mau jeito e, de mãos dadas com a política convencional, promulgaram no Brasil uma anistia ampla, geral e irrestrita, ou seja, anistia tanto para os terroristas do comunismo e seus crimes, como também para os militares que passaram dos limites do estado de direito.

Ao mesmo tempo geraram juntos esta fille du dimanche – a Constituição esquisitona de 1988, já em desuso pela atual ditadura.

Foi assim na Espanha, onde o ditador, general Franco, justificou dizendo que impediu a esquerda de instalar o comunismo e, ainda, o desmanche do país por causa dos movimentos separatistas da Catalunha e do País Basco, principalmente. Estes movimentos separatistas eram igualmente de esquerda e operavam pelo terrorismo.

Foi assim em Portugal, onde o ditador, professor Salazar, mostrou que os comunistas e os anarquistas eram as forças desagregadoras do país, com ameaças reais de instalação do regime da ditadura comunista, em ascensão na Europa, influenciada pela então misteriosa ditadura da União Soviética comunista.

Foi assim na Argentina, no Chile e no Uruguai, além do Brasil, onde os militares foram as forças que se instalaram no poder sem votos, embora com apoio popular nas ruas, para impedir o real avanço do comunismo na América do Sul. Hoje temos as provas materiais do suporte de Cuba e China para implementar o regime comunista aqui na década de 1960.

Por outro lado, ditaduras comunistas foram efetivamente instaladas em Cuba, na Nicarágua e na Venezuela também pela força das armas. Ou através de fraudes, sua especialidade.

As fraudes começaram a acontecer quando Fidel Castro, Daniel Ortega e Hugo Chaves foram de algum modo investidos no comando de seus países em oposição a velhos caudilhos corruptos, declarando pública e literalmente que não eram comunistas e que não pretendiam instalar ditaduras comunistas, mas respeitariam eleições democráticas regulares. Há vídeos diversos mostrando isso.

Depois destas mentiras, outras fraudes sobrevieram, tais como falsas eleições em Cuba, prisões de adversários na Nicarágua e fraudes eleitorais na Venezuela. Estas coisas típicas de tiranos psicopatas latino-americanos passaram a constituir as “narrativas” válidas para instalarem definitivamente seus regimes comunistas mediante as inevitáveis ditaduras inerentes a este regime.

Conspurcaram as Forças Armadas, anularam o Poder Legislativo e aparelharam o Poder Judiciário. As fraudes foram agregadas ao sistema, os estelionatos – eletrônicos ou não – ousaram a tal ponto de imporem, por aqui, que uma desconfiança sobre a urna eletrônica resultava em prisão pelo crime (inexistente) de “ataque às instituições” ou “ataque ao processo eleitoral”.

E ainda impuseram o reconhecimento externo das futuras eleições junto a embaixadas estrangeiras como dogma obrigatório – os países deveriam reconhecer imediatamente os eleitos. Tudo isso, claro, com a ajuda dos esquerdistas Obama e Biden, através da Cia e da Usaid.

A coisa foi tão longe que, ainda, se infiltraram no velho sistema eleitoral americano, que sempre foi baseado na boa-fé, e conseguiram uma fraude gigante por lá, ao “produzirem” uma votação inédita na história do país: 83 milhões de votos para aquele senhor idoso e demente.

Ou seja, 10 milhões a mais que Obama, Hillary e Trump. Hoje, em virtude dos fundamentos originais do sistema americano de estado de direito e democracia, tudo foi legalmente corrigido nos 36 dos estados onde foram identificadas as fraudes, sem qualquer tipo de intervenção judicial, tampouco órgão “eleitoral”, que lá não existe.

Aí está a diferença: as atuais ditaduras comunistas tomam o poder e não devolvem. Quando fazem isso de algum modo, apropriam-se do poder como nos mostraram Fidel, Ortega, Chaves e agora Maduro. Como China, Coreia do Norte, Vietnam.

Eles anulam e subjugam seus militares e as leis dos países, fundem os três poderes em um consórcio ilegal e se consideram os únicos aptos a exercer o poder total. Nas palavras do Stalin brasileiro José Dirceu e do iluminado civilizador néoconstitucionalista, Luís Roberto Barroso, o que vale e importa não é ganhar eleição, mas tomar o poder.

Por aqui, no velho terceiro mundo das bananas, a ditadura segue e se alimenta pelo mesmo combustível das ditaduras comunistas – a inveja, o ressentimento, o ódio à inteligência, o utilitarismo subversivo e conveniente das leis, a repulsa às leis naturais de mercado e às liberdades econômicas e a insolência típica de psicopatas no grau mais alto.

Tais países e suas ditaduras são os seus ídolos e seus deuses. Porque estes são seus sócios no ódio à maior democracia da História – os Estados Unidos da América. Por isso eles gostam ainda de outros companheiros tais como Rússia, Irã, Hamas e Hezbollah. Porque seus deuses são outros também.

Para todos eles a anistia é uma impossibilidade em relação aos seus oponentes. É algo desprezível, um anátema para o culto comunista. Todas estas variações de ditaduras defendem para seus oponentes o paredão, o fuzil, a bala e a vala. Por isso que eleições são irrelevantes e insuficientes, como disse Lula no Chile.

No caso brasileiro houve até um aperfeiçoamento fundamental neste processo de retomada do poder: quem retomou o poder foi o Judiciário, a Suprema Corte. E quem está lá “deveria estar lá”, segundo a lei formal, embora não tenha votos.

Não vai sair de lá nem pela pressão popular, tampouco pelas Forças Armadas que estão completamente obliteradas da Constituição por uma “jurisprudência” supraconstitucional do consórcio ditatorial, e escorraçadas do orçamento estatal. Eles nunca sairão de lá.

Sua força política e judiciária de processar e julgar senadores anula o contrapeso constitucional do Senado, de destituir os membros de uma Corte. E tudo o mais se fecha para a completa blindagem eletrônica, pelo voto eletrônico não impresso e sua apuração eletrônica secreta, centralizada e não sujeita a recontagem – o que lhe garante a condução e a eleição dos demais poderes, como reconheceu publicamente Gilmar Mendes.

Este é o nó cego que não pode ser desatado pelas vias convencionais domésticas, porque a democracia, quando adoece à esquerda, não tem anticorpos e por isso não reage. Só a força externa de um cirurgião e seu bisturi pode curá-la.

*O autor é advogado, LL.M Insper (São Paulo)

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2 Comentários

  1. Perfeita análise Dr. Dietrich. Mas há um complicador que são as ditaduras perpetuadas pela máfia pós comunista( Putin e demais parceiros). Estas são as piores de todas. Inclusive a que pode “vingar” por aqui.

  2. Ainda bem que ao menos tivemos e teremos sempre campanhas eleitorais equânimes, sob a imparcial batuta do divino Alexandre de Moraes, sufrágios eleitorais em sacrossantas, indevassáveis e auditáveis urnas eletrônicas, mais seguras que sites da NASA, fechando o ciclo com resultados à prova de fraudes por serem secretamente apurados em gabinetes fechados, sob os olhos do impoluto dias Tófoli.
    E se alguém cometer o crime de duvidar de tudo isso, é só permitir, como já feito, a visão ocular, sem fotos e filmes, do código fonte dos programas eletrônicos do processo todo, minuciosamente escrutinadas por auditores isentos, fortemente armados de tecnologias de análise adequadas e suficientes, como atesta o relatório dos militares: “O TSE autorizou que os técnicos acessassem a Sala de Inspeção portando somente papel e caneta”.
    E com esse “pretexto esse relatório” concluiu levianamente que não podia atestar segurança ou fraude.

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