OPINIÃO

Primeiros passos de um novo caminho

Com pouco mais de dois meses à frente de um dos maiores contratos rodoviários do Paraná, a EPR Iguaçu já percorreu, literalmente, boa parte do trecho sob sua responsabilidade para mostrar a que veio.

A concessionária, responsável por 662 quilômetros de rodovias nas regiões Oeste e Sudoeste do Estado, vem apresentando resultados expressivos numa corrida contra o tempo (e contra os buracos).

O balanço inicial impressiona: 220 quilômetros de pista requalificados, 1.920 placas de sinalização novas ou substituídas, mais de 190 mil metros quadrados de pintura horizontal renovada e mais de 1.500 quilômetros percorridos com serviços de roçada e limpeza.

Uma frente de trabalho intensa que já se faz notar — tanto pelos números quanto pelas palavras de quem vive a rotina das estradas.

A operação começou pelo Sudoeste, onde as condições do pavimento exigiam ação imediata. E, como era de se esperar, a BR-163 apareceu entre as prioridades. Trata-se de um eixo logístico essencial, vital para o escoamento de grãos e cargas pesadas entre o Mato Grosso, o Mato Grosso do Sul e o Porto de Paranaguá. Um corredor estratégico que, no entanto, pedia socorro.

“Era uma requalificação emergencial para garantir a segurança dos usuários”, explica Silvio Caldas, diretor-executivo da EPR Iguaçu. “Além da recuperação do pavimento, temos atuado em várias frentes: roçada, sinalizações horizontal e vertical, além da instalação de dispositivos para redução de velocidade. Tudo para evitar acidentes”, pontua.

A concessionária também tem reforçado o diálogo com a sociedade e com autoridades locais, identificando pontos críticos que precisam de atenção imediata. “Ao longo de todo o trecho, a segurança é nossa prioridade absoluta. Temos ampliado nossas equipes para garantir trafegabilidade com eficiência, conforto e segurança”, afirma Marcos Moreira, diretor-presidente do Núcleo EPR Paraná.

Entre os desafios técnicos, os trechos em pavimento rígido (concreto) se destacam. Foram diagnosticadas diversas patologias que demandam substituição total das placas. Até agora, 140 delas já foram trocadas — e esse número deve ultrapassar 570 ao longo do contrato. O processo é complexo: envolve corte, demolição, retirada, preparação da base, nivelamento, concretagem, curas, selagens e inspeções rigorosas de qualidade. Tudo para que o novo pavimento suporte com eficiência o tráfego pesado e tenha durabilidade prolongada.

Nos trechos de pavimento flexível (asfalto comum), os serviços somam 70 km, com aplicação de 30 mil toneladas de massa asfáltica em operações de tapa-buracos, fresagem e microrrevestimento.

A melhoria já é percebida por quem depende da rodovia no dia a dia. “Eu uso a BR-163 com frequência para atender veículos quebrados. A pista já está bem mais segura. Ainda tem o que melhorar, claro, mas já está mais confortável e tranquilo trafegar por ali”, diz o eletricista Igor Grapiglia.

Na área de segurança viária, três pontos da BR-163 foram mapeados para receber intervenções emergenciais:

  • Km 138: alvo de excesso de velocidade. Serão implantados tachões, marcadores de alinhamento de pista e reforço da sinalização horizontal para aumentar a visibilidade e segurança do trecho.
  • Km 141: retorno com histórico de acidentes. Receberá revitalização da sinalização e ajustes que permitam melhor compreensão do fluxo, com vistas a organizar a circulação de veículos e orientar os motoristas.
  • Km 160: trecho sinuoso, onde também se registram acidentes ligados à velocidade. Passará por obras no pavimento, reforço de sinalização e inclusão de dispositivos que incentivem a redução da velocidade.

Nos três pontos, está prevista ainda a instalação de radares, cuja implantação dependerá de aprovação da ANTT e da Polícia Rodoviária Federal. Quando autorizado, o cronograma será divulgado amplamente à população.

Por fim, para casos de emergência, os usuários contam com atendimento médico e mecânico gratuito, 24 horas por dia, pelo telefone 0800 277 0163.

A julgar pelos movimentos iniciais da nova concessão, os motoristas podem começar a trocar a resignação pela confiança. A caminhada ainda é longa, mas os sinais — e o asfalto — indicam que ela está sendo pavimentada com seriedade.

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