Opinião

CPI da Itaipu: investigação necessária e oportuna

Chega em muito boa hora a iniciativa do deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) de requerer a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a gestão da Itaipu Binacional. Aliás, já não era sem tempo. As denúncias de má administração, uso político da estatal e desvio de recursos para projetos desconectados da função primordial da hidrelétrica levantam uma série de questionamentos que não podem ser ignorados.

Os números falam por si: R$ 15 milhões destinados ao festival paralelo ao G20, apelidado de “Janjapalooza”; R$ 1,3 bilhão investidos na infraestrutura da COP-30, em Belém; R$ 80,7 milhões para cooperativas ligadas ao MST; e R$ 24,8 milhões ao projeto Opaná: Chão Indígena, para citar apenas alguns exemplos. Soma-se a isso o aumento injustificável da tarifa de luz, mesmo após a quitação da histórica dívida da usina.

Uma das maiores geradoras de energia do mundo, Itaipu deveria atuar com seriedade e transparência, garantindo custos mais baixos e contribuindo para a economia nacional. No entanto, os indícios de uso político da estatal colocam em risco sua finalidade e podem representar um rombo bilionário nos cofres públicos.

Se instaurada, a CPI terá o papel crucial de fiscalizar e trazer à tona as irregularidades da atual administração. Entre os principais pontos de análise, destacam-se: a necessidade de maior transparência na destinação dos recursos; o esclarecimento sobre os critérios adotados para o aumento das tarifas; a revisão do uso da estatal para objetivos políticos e ideológicos; a possibilidade de responsabilização dos envolvidos em má gestão e eventuais crimes financeiros.

É impossível, ademais, não comparar o atual cenário com a gestão anterior da empresa, no governo Bolsonaro, que foi marcada por um forte compromisso com obras estruturantes e investimentos estratégicos de interesse nacional. Durante esse período, a estatal concentrou seus recursos em infraestrutura e logística, com destaque para a construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai e a duplicação da BR-469, importantes para o escoamento da produção e o desenvolvimento regional.

Em contrapartida, a administração petista tem priorizado destinações políticas e ideológicas, desviando a função essencial da usina e penalizando o consumidor com tarifas mais altas.

A CPI, se aprovada, será um divisor de águas para expor a real situação da hidrelétrica e garantir que ela volte a operar com responsabilidade e foco no desenvolvimento do país – e não em interesses políticos obscuros.

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2 Comentários

  1. Uma qualidade nós temos que reconhecer no governo que nos foi impolso via golpe eleitoral: a lealdade de Lula, do PT em geral, dos minis do STF, da imprensa cativa etc.. Pena que essa lealdade não é ao Brasil mas sim, ao contrário, anti-Brasil, a soldo dos interesses de nossos concorrentes internacionais, que querem manter nosso país como reserva extrativista de commodities sem industrialização, sem valor agregado.

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