OPINIÃO

O mercado invisível das compras governamentais dos Estados Unidos: uma grande oportunidade para brasileiros

Há negócios que não fazem barulho, não disputam holofotes e raramente aparecem nas conversas de ocasião — mas movem cifras monumentais, funcionam com regras claras e recompensam quem sabe jogar o jogo certo. O mercado de compras governamentais dos Estados Unidos é exatamente assim: discreto na forma, gigantesco no conteúdo.

Pouco conhecido do empresariado brasileiro, esse ecossistema institucional movimenta centenas de bilhões de dólares por ano. Apenas em 2024, a administração federal norte-americana destinou cerca de US$ 164 bilhões em contratos preferenciais para empresas classificadas como minoritárias. É nesse enquadramento que se inserem, de forma legítima, empreendedores brasileiros que operam ou desejam operar nos Estados Unidos.

Não se trata de benesse, improviso ou atalho. Trata-se de política pública estruturada, desenhada para ampliar concorrência, diversificar fornecedores e fortalecer cadeias produtivas. Um mercado exigente, altamente regulado e, justamente por isso, previsível e profissional — em nítido contraste com ambientes mais informais e instáveis.

Atenta a esse cenário e à crescente demanda por orientação especializada, a Oxford Group USA, sediada na Flórida e liderada há mais de quatro décadas pelo empresário paulistano Carlo Barbieri, decidiu dar um passo estratégico adicional. A companhia, reconhecida por congregar consultores dedicados a apoiar empresários brasileiros nos Estados Unidos, criou um departamento específico para estruturar o acesso a esse mercado institucional.

Para coordenar essa nova frente, a Oxford incorporou ao seu time a consultora sênior Giselle Santana, especialista no posicionamento de empresas imigrantes e brasileiras no setor público e corporativo norte-americano. O movimento responde a mudanças recentes no ambiente regulatório e às diretrizes atuais do governo dos Estados Unidos, que reforçam programas de diversidade e ampliam oportunidades para empresas enquadradas como minority-owned businesses.

O objetivo do programa é preparar empresas para atuar de forma legal, organizada e eficaz em um dos mercados mais exigentes — e promissores — do mundo. Não se fala aqui apenas em obter certificados, mas em construir uma estrutura empresarial sólida, compatível com os padrões de governança, compliance e rastreabilidade exigidos pelo setor público e por grandes corporações privadas.

A abordagem é prática e personalizada. Envolve desde a organização documental e estrutural da empresa até a análise de elegibilidade para programas de diversidade e inclusão. Inclui a preparação para certificações como SBE, MBE, WOSB e DBE, o atendimento rigoroso a requisitos de compliance, licenças e seguros, e a capacitação para participar de processos públicos e privados com competitividade real. Tudo isso aliado a um posicionamento estratégico voltado a grandes compradores institucionais.

O foco são pequenas e médias empresas que desejam vender ao governo dos Estados Unidos, atender às exigências de grandes corporações, fortalecer sua credibilidade e disputar contratos em condições mais equilibradas. Empresas que compreendem que, nesse mercado, improviso custa caro — e método vale ouro.

O diferencial do programa está no acompanhamento integral, na orientação individualizada e na conexão com parceiros institucionais locais, como câmaras de comércio, órgãos governamentais e entidades de desenvolvimento econômico. É essa rede, invisível para quem está fora e decisiva para quem está dentro, que transforma intenção em oportunidade concreta.

Mais do que uma certificação, o que se oferece é um caminho estruturado de crescimento. Um roteiro para quem deseja ampliar presença, ganhar visibilidade e construir uma atuação sólida e confiável no mercado norte-americano. Em tempos de incerteza global, poucas oportunidades combinam, com tanta clareza, previsibilidade, escala e segurança institucional.

Para o empresário brasileiro disposto a profissionalizar sua expansão internacional, o mercado de compras governamentais dos Estados Unidos pode não ser o mais óbvio — mas é, certamente, um dos mais promissores.

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