De dar engulhos

A história política brasileira registra incontáveis episódios patéticos.

Mas poucos superam a participação servil de Geraldo Alckmin em um evento sindical ao lado de Lula, de quem será vice na disputa presidencial deste ano, expondo as profundas contradições de uma aliança eleitoral que constitui-se em verdadeira aberração.

Depois de passar os últimos anos xingando Lula de ladrão e chamando o PT de organização criminosa, o ex-governador paulista, feito macaco de auditório, lá estava, tresloucadamente, gritando vivas ao companheiro de chapa.

Foi triste ver a humilhante pequenez a que se reduziu o ex-governador paulista que chegou a concorrer a presidente da República e conquistar o voto de milhões de brasileiros exatamente por defender valores éticos e morais opostos aos de seus atuais parceiros políticos.

Todos esses eleitores (entre os quais me incluo) estão morrendo de vergonha por terem um dia confiado nesse homem.

Mas certamente ela não é maior do que o constrangimento que o próprio Alckmin deve estar sentindo ao olhar nos olhos de seus familiares e amigos.

Se é que ele consegue fazer isso.

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