A mentira armada: quando o terror veste colete de imprensa

Parte da imprensa internacional transformou um comandante do Hamas, disfarçado de jornalista, em vítima inocente — um truque narrativo que troca a verdade pelo panfleto e a reportagem pela conivência.
Anas Al-Sharif, apresentado como “jornalista palestino” morto por Israel, era, na verdade, o que os documentos apreendidos em Gaza não deixam margem para contestar: um líder terrorista, financiado pelo Hamas, treinado pelo Hamas e empenhado em matar civis israelenses — missão na qual se destacou até o dia em que um míssil interrompeu sua carreira dupla.
O comunicado oficial das Forças de Defesa de Israel é inequívoco.
Encontraram listas de integrantes da facção, registros de treinamentos, agendas telefônicas e comprovantes de pagamento. Não é “suspeita”, é prova.
E há também as digitais de Al-Sharif no X e no Telegram, celebrando o massacre de 7 de outubro, chamando de “herói” o assassino do brasileiro David Anijarem e posando para fotos abraçado a Yahya Sinwar (veja a imagem no título), líder máximo do Hamas morto no ano passado.
Antes de vestir o colete com a inscrição “imprensa”, glorificava ataques terroristas; depois, apagou rastros e passou a empunhar microfone e câmera — sem largar a ideologia.
Até a TV britânica BBC, insuspeita de simpatia por Israel, admitiu que há indícios concretos de que ele trabalhou para um braço de mídia do Hamas. E não é coincidência que esse braço seja a Al Jazeera, banida de Israel em 2024 por representar ameaça à segurança nacional.
A decisão foi vendida por colunistas militantes como “censura” do Estado judeu, mas perde força diante de um detalhe constrangedor: a emissora do Qatar já foi expulsa ou bloqueada por Arábia Saudita, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Egito, Síria e Bahrein — países muçulmanos, todos deles defensores da causa palestina.
Mesmo diante desse histórico, parte da imprensa insiste em vender Al-Sharif como “mais um jornalista vítima da violência em Gaza”.
É a mesma imprensa que raramente exige que o Hamas libere os reféns judeus ainda vivos, devolva os corpos dos assassinados, deponha as armas e renuncie ao objetivo declarado, em sua própria carta fundadora, de eliminar completamente o Estado de Israel.
São requisitos inegociáveis para qualquer paz possível — mas o Hamas não admite nenhum deles.
Israel não trava uma guerra de fronteiras: trava uma guerra pela própria sobrevivência.
Um crachá de imprensa, afinal, não é um escudo para o terrorismo. Mas, no noticiário enviesado, às vezes funciona como passaporte para a santificação póstuma.
Chamar de jornalismo a propaganda de um grupo terrorista é insultar a profissão e a verdade. Quem escreve para legitimar o terror não é repórter — é cúmplice.











