Opinião

Start Spreading the News: a cidade que inspirava Sinatra agora desafina no populismo

Se você achava que Nova Iorque só era famosa por sua estabilidade financeira, pizzarias tenebrosas e táxis amarelos, espere até conhecer a virada de Bill de Blasio e Eric Adams — duas administrações que fizeram a cidade tropeçar de glória em glória… ou melhor, de falência em falência.

Comecemos pelo legado de Blasio: um governo que apostou em liberalizações estonteantes. E Adams seguiu a linha… talvez porque ninguém pergunta se deu certo. Até que entramos na era da maconha liberada, catando umas bitucas nas esquinas que vendem mais do que a Disney World.

Claro, era para ser tudo controlado: vendas só em estabelecimentos públicos. Mas o tiro saiu pela culatra: boteco, banca de jornal, quitanda — todo mundo empestando o ar como se fosse Dia do Maconheiro Legalizado.

Mas nada é tão ruim que não possa piorar.

Eis, então, que agora desponta o candidato Zohran Mamdani (ou Zora Mandani, se preferir), medalhão da causa socialista-americana, com uma cartilha que faria Marx revirar na tumba… e talvez rir.

O plano inclui ônibus gratuitos para todos, congelamento de aluguel para um milhão de apartamentos, duzentas mil novas moradias acessíveis e, para fechar com chave de cobre, um mercado municipal gerido pela prefeitura — cinco supermercados, um em cada borough, que prometem preços mais baixos, menos variedade e um perfume inconfundível de “Estado na prateleira”.

Os donos de bodegas já estão arrancando os cabelos, temendo que o modelo soviético derrube seus negócios familiares de décadas.

Tudo isso é vendido como justiça social, modernidade progressista e combate à desigualdade.

Mas há quem veja nessa escalada um passeio sem volta rumo à burocracia compulsória, à ineficiência institucionalizada e ao esfarelamento da economia urbana que, ironicamente, é o coração do capitalismo global.

A cidade considerada motor do mundo financeiro está há dois mandatos cavando o próprio túmulo público, e agora se prepara para, pasme, escolher o candidato que promete mais do mesmo — só que com propaganda de Instagram, filtro ideológico e empolgação militante. E o mais curioso: com chances reais de vitória. Afinal, o Partido Republicano tem menos voto em Manhattan do que uma food truck de carne vermelha.

No fim, fica o aviso para os turistas e nostálgicos: conheça ou revisite Nova York antes que ela acabe. E leve um kit de sobrevivência: maçãs, grana no bolso e um mapa para evitar fumódromos urbanos com fachada de livraria comunitária.

Porque, como canta Frank Sinatra na imortal New York, New York, “If I can make it there, I’ll make it anywhere” — ou, em bom português, “Se eu consigo sobreviver ali, consigo em qualquer lugar”.

Ninguém tem dúvida.

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