Frimesa dá passo estratégico para dobrar de tamanho até 2032


Há empresas que se contentam em sobreviver à passagem do tempo; outras fazem dele um aliado estratégico para se reinventar com propósito. A Frimesa — referência nacional em proteína animal e a quarta maior do país no segmento de suínos — decidiu iniciar 2025 com um movimento audacioso: não apenas ajustar as engrenagens da sua gestão, mas reconstruir sua arquitetura organizacional em bases mais modernas, integradas e orientadas para resultados tangíveis.
Em um cenário onde a velocidade dos mercados desafia a rigidez dos modelos tradicionais, a cooperativa paranaense, fundada em 1977, optou por não assistir de camarote às mudanças — preferiu ocupar o centro do palco. Com 47 anos de história pautada na solidez e no planejamento estratégico, a Frimesa entendeu que permanecer à frente exige mais que eficiência: requer agilidade, inteligência organizacional e uma escuta ativa das novas demandas de consumo, tecnologia e competitividade global.
“A habilidade de se ajustar rapidamente ao mercado tornou-se um imperativo estratégico”, resume o presidente executivo Elias José Zydek. E, para isso, foi preciso mais do que discursos: vieram novas lideranças, redefinições estruturais e metas ambiciosas. O plano é claro como cristal — e ousado como só os que têm rumo se permitem ser: dobrar o faturamento da empresa até 2032, alcançando R$ 15 bilhões, e ampliar a capacidade industrial para processar 23 mil suínos por dia. Meta de gigante, como convém a quem não se apequena diante do futuro.
Inspirada pelas melhores práticas de governança global, a nova estrutura organizacional reduziu o número de divisões de quatro para três — Operações, Administrativa Financeira e Comercial — em um desenho que favorece a fluidez, a transversalidade e a tomada de decisão ágil e estratégica. O reflexo disso já se vê nos números: no primeiro quadrimestre de 2025, a Frimesa registrou um faturamento de R$ 2,37 bilhões — alta de 14,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, puxada pelo desempenho operacional e pela valorização das carnes no mercado.
Na prática, o que mudou
A Divisão Comercial passou a operar sob nova filosofia: menos burocracia, mais mercado. Incorporou a área de marketing e trouxe, como superintendente, o executivo Rodrigo Fossalussa, que assumiu em janeiro com a missão de cultivar uma cultura de metas, decifrar movimentos da concorrência e impulsionar a força da marca. Um dos desafios prioritários é abrir uma frente comercial corporativa em São Paulo — coração econômico do país — para multiplicar a fatia da Frimesa no estado, saltando dos atuais 14% para 30% até 2030. O Brasil continua sendo o grande foco (70% das vendas), mas o apetite por exportações (30%) permanece estratégico.
Já a Divisão de Operações nasceu da união das antigas áreas Industrial e de Logística Integrada. Agora sob o comando de Marcelo Rodrigo Cerino, ela congrega os núcleos industriais de lácteos e carnes, além de PDI (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação), engenharia, logística e supply chain. Trata-se de uma engrenagem pensada para maximizar sinergias, reduzir desperdícios e otimizar o uso dos recursos produtivos — como uma orquestra afinada onde cada instrumento, por mais técnico que pareça, soa em harmonia com o crescimento planejado.
A Divisão Administrativa Financeira, conduzida por Carlos Alberto Pereira, assumiu o papel de pilar silencioso, porém indispensável, do novo edifício organizacional. A ela cabem as funções de Finanças, Controladoria, Gente & Gestão (novo nome da tradicional área de Recursos Humanos), Tecnologia da Informação, Custos, Pricing e Produtividade. Tudo isso com um objetivo claro: dar suporte técnico e humano ao crescimento da Frimesa, com processos administrativos enxutos, governança aprimorada e capital humano à altura dos desafios.
A Frimesa que vem aí
Ao abraçar um modelo de gestão mais ágil e voltado à inovação, a Frimesa reafirma aquilo que a consolidou como gigante do cooperativismo agroindustrial brasileiro: a capacidade de olhar para frente sem renegar suas raízes. Com sede no Paraná, a cooperativa central movimentou R$ 6,5 bilhões em 2024, operando nos segmentos de carne suína, derivados e produtos lácteos com reconhecida atuação sustentável e crescente presença no mercado internacional.
A reestruturação de 2025 não é apenas uma troca de organogramas — é uma declaração de intenções. Uma forma de dizer que, entre o conforto do passado e o desafio do futuro, a Frimesa escolheu o caminho de quem transforma. De quem lidera.
Na foto: Presidente Executivo Elias José Zydek (sentado à esquerda) com os novos superintendentes: da esquerda para direita – Marcelo Rodrigues Cerino (Operações), Carlos Alberto Pereira (Administrativo Financeiro) e Rodrigo Fabiano Fossalussa (Comercial)











