Frimesa e o verde que alimenta: quando a sustentabilidade sai do papel e entra no frigorífico


Num tempo em que tantos proclamam compromissos ambientais apenas da boca para fora — em discursos pasteurizados e publicações de PowerPoint —, é digno de nota quando uma empresa realmente faz da sustentabilidade um alicerce estrutural e visível de sua operação.
A Frimesa, gigante nacional no setor de alimentos, fez mais: não apenas lançou o Relatório de Sustentabilidade de 2024, como o recheou com ações concretas, números robustos e metas de longo prazo que desenham, com traços firmes, o caminho para um futuro mais ético, limpo e responsável.
Com sede em Medianeira, no oeste do Paraná, a cooperativa reforça, com este novo relatório, seu lugar entre as protagonistas da agenda ESG no Brasil. Mais que uma vitrine de boas intenções, o documento — construído sobre as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) — é uma espécie de raio-X anual do compromisso institucional com os pilares ambiental, social e de governança.
A Frimesa tem nome, história e resultados. Foi pioneira entre as cooperativas brasileiras ao estabelecer metas estruturadas de sustentabilidade com o ousado Roadmap Frimesa ESG 2040, apresentado ao mercado em 2023. De lá pra cá, o que se viu foi menos marketing e mais ação. Em 2024, todas as suas unidades industriais foram certificadas em bem-estar animal — conquista que revela o grau de respeito ao elo mais sensível da cadeia produtiva. Além disso, um Comitê de Sustentabilidade foi criado para acompanhar e orientar as práticas ambientais, sociais e éticas da empresa.
Mas o ponto alto — ou, quem sabe, o mais simbólico — é o feito tecnológico que colocou Medianeira no mapa da inovação sustentável: ali, o frigorífico da Frimesa tornou-se o primeiro do país a substituir o GLP por biogás no processo de chamuscagem de suínos. Uma revolução energética silenciosa, porém eloquente, que ecoou em setembro do mesmo ano na unidade de Assis Chateaubriand, onde a iniciativa foi expandida. Não é apenas uma troca de combustível — é a imagem concreta de uma empresa que troca o hábito pelo impacto positivo.
Os números não mentem e, no caso da Frimesa, contam uma bela história: aumento de 23% no reuso de água nas unidades, redução de 15,5% nos acidentes de trabalho em relação a 2023, crescimento de 9% no quadro geral de colaboradores, que hoje soma 12.533 profissionais — com destaque para o salto de 53% no número de jovens aprendizes e estagiários, garantindo não apenas produção, mas também sucessão.
“Mais do que números, este relatório mostra como integramos sustentabilidade à nossa estratégia de negócios, à cultura cooperativista e à forma como nos relacionamos com colaboradores, produtores, parceiros e a sociedade”, afirmou o presidente executivo Elias José Zydek, em frase que resume bem o espírito da casa: fazer do cuidado com o meio ambiente, com as pessoas e com a governança uma política de chão de fábrica, e não apenas de gabinete.
O documento também traz depoimentos de stakeholders, indicadores de desempenho e metas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU — uma carta de intenções, sim, mas embasada por resultados concretos que inspiram confiança.
Ao lançar seu Relatório de Sustentabilidade 2024, a Frimesa não apenas presta contas. Ela presta um serviço à sociedade, ao setor agroalimentar e à própria credibilidade do cooperativismo nacional, ao provar que é possível produzir alimentos com eficiência industrial, impacto social e respeito ambiental. Uma lição de gestão, transparência e visão de futuro — que merece ser conhecida, reconhecida e, por que não dizer, aplaudida.
O relatório completo está disponível para acesso público no site oficial da Frimesa. Vale a leitura. E vale o exemplo.









