OPINIÃO

O preço da liberdade é a eterna vigilância

Não é de hoje que o comunismo escapa da devida execração pública graças a uma bem-sucedida maquiagem narrativa: virou “idealismo”, “utopia”, “luta por justiça”.

Enquanto isso, seus crimes — reais, documentados, brutais — seguem ocultos nas entrelinhas de currículos escolares, nas entrecortadas memórias das gerações e nos silêncios cúmplices da academia.

Mas a cronista Desirée Peñalba, da Gazeta do Povo, fez o que muitos professores e formadores de opinião há muito se recusam a fazer: elencou sete filmes e séries que retratam com honestidade — e base documental — os horrores dos regimes comunistas.

Não há doutrina, panfleto ou militância: apenas realidade. Realidade dura. Realidade que sangra.

A seleção passa pela fome genocida promovida por Stalin na Ucrânia (A Sombra de Stalin), pelo colapso moral e econômico de Cuba sob os olhos de um cineasta simpático à Revolução (Cuba e o Cameraman), pela devastação do Camboja comunista aos olhos de uma criança (First They Killed My Father), pela minissérie Chernobyl, onde a mentira estatal se torna mais radioativa que o urânio, e ainda pelos Gulags soviéticos, os campos de trabalho forçado onde a dissidência era punida com a morte por exaustão.

Inclui também a série da Brasil Paralelo, História do Comunismo, que ajuda a conectar os fios ideológicos que costuram Lenin, Mao, Fidel e outros cavaleiros do apocalipse vermelho.

E o filme Katyn, que reconstitui um dos massacres mais negados do século XX, perpetrado pela URSS — e, por décadas, atribuído aos nazistas, porque no jogo da propaganda a verdade é sempre a primeira vítima.

São obras para assistir e compartilhar. Especialmente com aquele amigo empolgado que ainda anda por aí com camiseta do Che ou citando Marx entre goles de café gourmet.

Não custa lembrar: não se trata aqui de ficção. São fatos. Fatos reais, documentados, e muitas vezes ocultados. O revisionismo histórico agradece o silêncio — e conta com a ignorância.

Assista. Compartilhe. Alerta nunca é demais quando o perigo já foi moda — e volta e meia ameaça virar tendência.

Porque o comunismo não morreu. Ele só tirou os uniformes, aprendeu a sorrir em coletivas, a falar em “inclusão” e “justiça social” — e agora desfila pelas universidades, pelos parlamentos e pelas redes, vendendo a velha mentira com novas etiquetas.

Se a história ensina, que ao menos os olhos estejam abertos — antes que as grades voltem a se fechar.

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