“Apertou o orçamento? Endivide-se com o Lula”: a fórmula genial do Planalto para quebrar de vez as famílias brasileiras


A cada novo capítulo, a República dos Absurdos parece se superar. Desta vez, coube à ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, estrelar o vídeo que pode facilmente entrar para o acervo do “humor involuntário” da política nacional — se não fosse trágico.
Nas redes sociais, ela solta sem pudor: “Apertou o orçamento? O juro tá alto? Pega o empréstimo do Lula!”
Isso mesmo, direto da Praça dos Três Poderes vem a recomendação oficial para sobreviver ao caos financeiro do país: endivide-se, de preferência com o selo do governo.
O programa é o tal crédito consignado privado, com desconto direto na folha de pagamento e juros enganosamente mais baixos — que, no fundo, giram em torno de 24% ao ano, podendo ultrapassar de longe esse número em algumas simulações. A promessa? Tirar o trabalhador da lama… jogando-o num pântano de dívidas no longo prazo.
Enquanto o Banco Central tenta apagar incêndios e manter a inflação nos trilhos, o governo, em sua engenhosidade, atira gasolina na fogueira ao estimular o consumo artificial via endividamento das famílias mais vulneráveis.
Afinal, quando o brasileiro está com o bolso arrombado pela inflação — que, diga-se, é insuflada pelo descontrole fiscal do próprio governo —, o caminho sugerido agora é ampliar a dívida pessoal em nome de um “empréstimo popular”.
Para quem já mal consegue pagar a feira, a saída vendida como ato de bondade governamental pode ser, na verdade, o empurrão final em direção ao colapso financeiro.
Dez entre dez economistas com um pingo de juízo na cabeça já aprenderam há muito tempo que cada real a mais injetado no mercado via crédito sem contrapartida produtiva pressiona ainda mais a inflação, forçando o Banco Central a manter ou até elevar os juros.
E o resultado? O de sempre: menos investimentos das empresas, menos empregos e mais gente na pindaíba.
Gleisi e o governo sabem — ou deveriam saber — que transformar endividamento em política pública não resolve a falta de renda, nem combate a carestia. Pelo contrário, fragiliza ainda mais a base da economia: o consumo consciente e sustentável.
Mas Brasília tem se especializado em soluções-pirotecnia, que escondem o problema real debaixo do tapete enquanto vendem à população uma ilusão perigosa.
Em tempos de fragilidade fiscal e descrédito internacional, a frase “pega o empréstimo do Lula” é o retrato da irresponsabilidade criminosa que marca a gestão da economia pelo governo petista.
O que antes era prática disfarçada em gabinetes agora vira propaganda oficial nas mídias digitais, com a ministra convocando — com sorriso no rosto — as famílias brasileiras a se afundarem um pouco mais em dívidas. Tudo em nome da “ajuda” governamental.
Se o humor negro tivesse endereço institucional, seria Brasília em horário nobre.
Então, caro leitor, apertou o orçamento?
O governo já tem o milagre pronto: endivide-se com o Lula e garanta a sua parte nessa epopeia econômica rumo ao abismo.
Só não esqueça de sorrir para a selfie da ministra.












Vai ser um desastre para os trabalhadores que ficarão ainda mais afundados em dívida.