OPINIÃO

Lula solta a grana e o MST bota mãos à obra

Enfim, uma excelente notícia para o Brasil! Depois de um período de estremecimento nas relações entre Lula e o Movimento Sem Terra – causado, vejam só, pela demora do presidente em entregar o pacote completo de desapropriações prometidas – o clima agora é de puro romance.

Com uma visita simbólica a um assentamento em Minas Gerais, Lula não só reacendeu as velhas paixões com a turma, como também abriu a carteira: R$ 750 milhões para impulsionar a reforma agrária e garantir que o MST volte a fazer o que faz de melhor.

Sim, é isso mesmo: o MST voltou com gás total! O presidente tirou a poeira da antiga parceria e deu ao movimento o incentivo necessário para retomar aquelas nobres ações em defesa da “justiça social”: afrontar o direito de propriedade invadindo fazendas, expulsando seus legítimos donos, depredando instalações, roubando e matando animais, queimando pastos, destruindo tratores e colheitadeiras e – de quebra – promovendo um banho de tranquilidade jurídica no campo.

A reaproximação foi tão calorosa que o MST já antecipou o Abril Vermelho. Mal terminou o discurso do presidente e a organização criminosa saiu em excursão: ocupou terras na Bahia, Espírito Santo, Ceará, Paraná e Rio de Janeiro – um giro pelo Brasil em prol do desenvolvimento, da paz no campo e do progresso que só o caos pode proporcionar.

É reconfortante ver que as engrenagens da política nacional voltaram a girar no ritmo habitual. MST reanimado, dinheiro público fluindo, invasões a todo vapor e agricultores do Brasil podendo, mais uma vez, dormir tranquilos – ou armados.

Em suma, só resta agradecer ao presidente por devolver ao país essa harmonia entre governo e MST, que faz tanto bem à imagem internacional do Brasil e à confiança no agronegócio, a quem o lulopetismo devota o mais profundo carinho por assegurar o superávit da balança comercial do país.

O importante, como se diz em Brasília, é que o amor venceu.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo