OPINIÃO

Lula e a nova política alimentar: do Bolsa Família ao Menu Selvagem

Em meio à escalada dos preços dos alimentos, com os ovos de galinha custando quase tanto quanto um pedaço de ouro no mercado, Lula decidiu inovar na arte de desconversar.

Pois lá veio ele com mais uma daquelas sugestões “brilhantes” que só poderiam brotar da mente mais criativa do Palácio do Planalto: comer ovos de ema e de jabuti. Simplesmente patético.

Enquanto o brasileiro comum aperta o orçamento para comprar alimentos com preços inflacionados, o presidente, com seu peculiar humor de mau gosto, propõe um cardápio alternativo digno de um episódio de MasterChef Selvagem. E, claro, esquece convenientemente de mencionar um pequeno detalhe: comer ovos de animais silvestres é crime ambiental.

Agora, se a ideia era reduzir a tensão diante da inflação galopante dos alimentos, a tentativa saiu pela culatra. Afinal, tanto as emas quanto os jabutis são protegidos por lei – não podem ser consumidos, nem seus ovos, nem suas carnes, sob pena de multas pesadas e processos criminais.

E o melhor de tudo? Alguns bichos de ambas as espécies, com autorização do Ibama, vivem sob a tutela do próprio governo: as emas, passeando no Palácio da Alvorada; e os jabutis, curtindo a tranquilidade da Granja do Torto, a residência de campo oficial da Presidência da República.

Convém que eles se cuidem. Estão, literalmente, dormindo com o inimigo. Correm, junto com suas crias, sério risco de vida.

Mas o Grande Guia do PT, no auge do seu espírito gastronômico, parece ter encontrado um jeito peculiar de “combater” a inflação: sugerir ao povo pratos ilegais, em vez de apresentar soluções concretas para conter a carestia.

E tem mais: a ironia fica ainda mais amarga quando lembramos que o Brasil, no cenário internacional, gosta de se apresentar como líder global em preservação ambiental. Mas, internamente, o próprio presidente não parece se importar em transformar espécies protegidas em uma piada mal colocada, debochando da população que enfrenta o dilema real de colocar comida na geladeira.

Fica a dúvida: se os ovos de ema e jabuti não resolverem o problema, o que virá depois? Uma bela moqueca de peixe-boi amazônico? Ou quem sabe um churrasco de tamanduá-bandeira para acompanhar a próxima live presidencial?

Pagando o pato pelos desarranjos da caótica política econômica do governo, o brasileiro comum segue lidando com os preços que sobem sem parar, afrontado por um presidente que brinca de chef em um cardápio de contradições.

E o pior é que todo esse teatro do absurdo é encenado sob o olhar complacente daqueles que deveriam lembrar ao chefe do Executivo que crime ambiental não é iguaria de luxo – e muito menos anedota para aliviar o custo da cesta básica.

Seria cômico, se não fosse trágico.

Artigos relacionados

2 Comentários

  1. Parabéns pelos comentários.
    Infelizmente este é o Presidente que merecemos e o país que merecemos também…
    Presidente eleito democraticamente eleito pela maioria do povo.
    Povo este que gosta de sofrer e viver em um mundo de faz de conta.

  2. Parabéns, Caio!
    Texto excelente.
    Vamos pedir para os brasileiros fazerem o “L” agora.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo