A gente colhe o que planta

Explodiu como uma bomba no mundo político a pesquisa do Instituto DataFolha que evidenciou a estrondosa queda da popularidade do Lula.
Mas, sejamos francos: alguém se surpreendeu que a aprovação do petista tenha despencado para 24%, a pior marca de seus três mandatos, e que a reprovação, por sua vez, tenha também batido recorde, chegando a 41%?
Estava na cara que o desastre, cedo ou tarde, acabaria acontecendo.
E não é só a inflação dos alimentos que explica esse naufrágio. É todo o conjunto da obra.
O presidente que se vende como grande líder das massas parece ter esquecido que o apoio da população se obtém com governabilidade, entrega de resultados e, no mínimo, algum bom senso.
E o que Lula faz? Ataca empresários, demoniza o agronegócio (o setor que literalmente bota comida na mesa), fomenta a insegurança jurídica em todos os setores, estimula a instabilidade econômica que turbina o aumento dos juros, faz vistas grossas para a corrupção, vocifera discursos raivosos que põem mais fogo na divisão de um país já polarizado, dá declarações estapafúrdias que desafiam a lógica e se abraça com ditadores e grupos de moral duvidosa.
Depois, quando o povo se cansa de de ouvir tanta besteira e ver um governo ineficaz e sem rumo, se faz de vítima e diz que é incompreendido.
Se a rejeição está nas alturas, não é por acaso. É que, entre uma gafe internacional e um devaneio sobre a economia, Lula se esqueceu de governar.
E agora, em vez de cortar gastos, incentivar investimentos e enfrentar as dificuldades reais do Brasil, a estratégia parece ser continuar dobrando a aposta nos erros – como se o problema fosse a percepção da realidade e não a realidade em si.
Mas, como já diz o ditado: quem planta ventos, colhe tempestades. E o temporal só está começando.









