OPINIÃO

Banco Central do Lula manda um duro recado para o…Lula

A nova ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central veio com uma sonora e inequívoca reprimenda ao governo Lula e à sua equipe econômica.

Mesmo com a diretoria da instituição agora majoritariamente formada por pessoas nomeadas pelo próprio petista, a começar por seu novo presidente, Gabriel Galípolo, a mensagem não deixou dúvida: a política fiscal do governo está completamente fora de controle e segue alimentando a inflação, o que obriga a continuidade da alta da taxa Selic.

Na justificativa para o novo aumento dos juros básicos, o BC apontou que o cenário fiscal deteriorado exige uma postura mais firme na política monetária. O documento enfatiza que “a persistência de incertezas fiscais tem elevado os prêmios de risco e pressionado a inflação de médio e longo prazo”, evidenciando que o desarranjo das contas públicas está turbinando o custo de vida dos brasileiros.

Outro trecho incisivo da ata alerta que “a política monetária não pode ser a única âncora da credibilidade macroeconômica”, mais um sabão no governo, que continua gastando descontroladamente e apostando, com fins eleitoreiros, na expansão da dívida pública como se a inflação não fosse um problema real.

Trocando em miúdos, o BC está avisando que não há como reduzir os juros enquanto as despesas governamentais continuarem crescendo sem fonte de receitas para cobri-las.

Além disso, o Copom ressalta, com todas as letras, que, face à atual conjuntura, os juros podem continuar subindo: “A política monetária deverá se manter contracionista pelo tempo necessário para a convergência da inflação às metas estabelecidas”. Esse aviso desmonta as narrativas do governo de que a Selic cairia naturalmente ou que bastaria pressão política sobre o Banco Central para forçar uma redução artificial dos juros.

Curiosamente, Lula, que tanto atacou o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, acusando-o de ser inimigo do Brasil por manter os juros elevados, agora está de bico calado diante da nova alta e do puxão de orelha público dado por seus próprios indicados ao expor sem meias palavras a desastrosa política econômica do seu governo.

Fato é que a realidade se impôs: a gastança desenfreada da administração federal tem consequências, e o Banco Central, consciente – para o bem da nação – de sua responsabilidade institucional, não hesitou em apontá-las.

E o pior de tudo é que o preço dessa esculhambação nas finanças públicas recai justamente sobre os ombros dos brasileiros, que pagam mais caro por crédito, moradia e consumo.

Tendo que engolir as severas e incontestáveis críticas do BC sem reclamar, o Palácio do Planalto não teve outro jeito senão ficar em silêncio. Um silêncio, aliás, constrangedor.

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