OPINIÃO

Ecoparque pode mudar a história habitacional do país

Preparando-se para inaugurar em Cascavel a primeira “fábrica de prédios” do Brasil, construída para produzir os conjuntos pré-moldados que vão compor os edifícios do Residencial Ecoparque, o maior projeto habitacional em andamento no país, o empresário Francisco Simeão tem negociações bem encaminhadas para replicar a ideia em outros estados.

Não é por mera cortesia, aliás, que a lista de convidados para a solenidade inclui pelos menos dez governadores com os quais Simeão vem conversando sobre o empreendimento e que, se vierem participar da cerimônia histórica marcada para o próximo dia 23 de fevereiro, terão a oportunidade de ver em plena operação a colossal planta industrial importada da Alemanha e conhecer o futuro complexo residencial que dela brotará, integrando moradia, educação e trabalho.

Ocupando uma área de 180 mil m² localizada a 15 minutos do centro da cidade, a megaestrutura dotada de avançada tecnologia, que será, no gênero, a maior das Américas, tem custo orçado em 300 milhões de reais, incluindo o terreno dos prédios das edificações e sua infrastrutura, e capacidade para fabricar 20 prédios a cada seis meses, totalizando 2,4 mil apartamentos de padrão classe média alta, com financiamento disponível para 80% deles pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”.

Paredes, lajes, escadas e banheiros, incluindo as conexões elétricas e hidráulicas, saem em blocos prontos que são transportados para a área próxima reservada para a implantação do Ecoparque onde tomam a forma de prédios com belas e modernas linhas arquitetônicas, erguidas em meio a jardins, alamedas e praças, que constituirão um novo bairro, planejado sob os mais rigorosos cuidados ambientais, com creches, escolas, posto de saúde, comércio e serviços públicos.

Trata-se, sim, de um revolucionário projeto habitacional, predestinado a se transformar, se os governantes entenderem toda a sua dimensão, em modelo para o país.

Mas a grande motivação que levou Simeão a implementá-lo é o braço social do negócio, que prevê oportunidades para aumento de renda dos moradores e educação de alta qualidade para seus filhos.

Eterno visionário, sempre sonhando com um mundo mais justo, o ex-secretário de Indústria e Comércio do Paraná no governo José Richa, responsável pela mobilização de empresários e políticos que resultou na construção da Ferroeste, não abre mão de equipar esses condomínios com escolas públicas que ofereçam alfabetização bilíngue (português e inglês), ensino em tempo integral, atividades que estimulem a cidadania e planos de metas para os professores.

Homem plenamente realizado em todos os aspectos da vida, Chico Simeão, aos 75 anos, não precisaria enfrentar o ousado desafio de concretizar esse empreendimento para ganhar mais dinheiro.

Pode-se dar ao luxo de fazê-lo para deixar como legado um exemplo de verdadeiro amor à pátria.

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2 Comentários

  1. Se, ao invés dos estéreis, mal planejados, mal construídos (Minha Casa, Minha Dívida) bairros que vemos espalhados pelo país, verdadeiros criadouros de favelas, fossem construídas fábricas como essa em todo o Brasil, resolveríamos o problema da habitação com uma solução que estimula o comprador, desenvolve a região, cria oportunidades e desenvolve a sociedade local! Parabéns ao Simeão e ao Bonacim, a quem tenho o privilégio de conhecer

  2. Empreendimento fantástico que deveria ser replicado pelo Brasil afora.Paranaense brilhante !!! Parabéns a esse empresário visionário e de bom coração

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