OPINIÃO

Uma data para ficar na história

Petistas e aliados do governo comemoraram efusivamente no último dia 8 o aniversário de quatro anos da soltura de Lula, que permaneceu preso durante 19 meses após ser julgado e condenado, na Operação Lava Jato, a mais de 12 anos de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em sentenças confirmadas por três instâncias judiciais.

Sem ser inocentado ou absolvido dos delitos que lhe foram imputados, ele deixou o xilindró quando o Supremo Tribunal Federal aboliu o início do cumprimento da pena antes do chamado “trânsito em julgado”, ou seja, até o esgotamento por completo de todos os recursos previstos em lei.

O fato é que Lula nem precisou valer-se desse direito que garante a réus endinheirados e influentes a possibilidade real de jamais dormirem uma noite sequer na cadeia, uma vez que, pouco tempo depois, o STF concluiu o serviço com impecável maestria ao tirar da cartola a decisão que presenteou o companheiro com a anulação de todas as suas condenações e permitiu-lhe ser ungido pelas urnas eletrônicas para o seu terceiro mandato presidencial.

De qualquer modo, o dia em que o chefe do PT ganhou a liberdade caminha para se tornar uma efeméride.

Vai ser lembrado pelos pósteros como o dia em que o Brasil enterrou de vez qualquer esperança de punição exemplar para gente poderosa envolvida em falcatruas e provou definitivamente que, nestas bandas, o crime compensa.

Logo vai virar feriado nacional.

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