Vamos ver no frigir dos ovos


Impossível não olhar com suspeitas a decisão de Lula, anunciada já nos primeiros dias de governo, de querer repetir a lesiva política de suas gestões anteriores que abriu os cofres do BNDES para custear com dinheiro dos contribuintes brasileiros a construção de obras em republiquetas latino-americanas e africanas comandadas por ditaduras de esquerda, propiciando farta distribuição de propina a autoridades e gerando grandes escândalos de corrupção, em vez de financiar os projetos de infraestrutura e logística que o nosso país tanto precisa para o seu próprio desenvolvimento.
Pode ser até que ele consiga novamente concretizar a má intenção, mas antes precisará vencer a forte resistência que já se armou no Congresso Nacional para tentar impedir a iniciativa imoral que trouxe calotes bilionários ao Brasil motivados pela não devolução da maior parte dos empréstimos.
Desde o início da atual legislatura, em reação à promessa de Lula de retomar a condenável prática, pelo menos nove projetos já foram apresentados por senadores e deputados de oposição contendo diferentes sugestões para o uso dos recursos do banco, mas todas estabelecendo mecanismos para proteger a instituição de ingerências políticas na aprovação de financiamentos e levantando barreiras legais para restringir ou mesmo vedar completamente a concessão de créditos para a execução de obras no exterior.
É uma notícia alvissareira, sem dúvida.
Mas só nas votações dessas propostas iremos saber se, de fato, temos uma maioria parlamentar patriota decidida a defender os interesses da nação e conter os desmandos do petismo, ou é só um novo bando de adesistas venais criando dificuldades para vender facilidades.
Faça a sua parte exercendo, dia e noite, marcação cerrada em quem você ajudou a se eleger.
Nunca antes em nossa história foi tão essencial para o futuro do país contarmos com um parlamento verdadeiramente independente.







