OPINIÃO

Muito ajuda quem não atrapalha

Vamos falar a verdade e desfazer de uma vez por todas um mito enganoso que só tem servido para a autopromoção de políticos espertos: nenhum governo, por si só, cria empregos na iniciativa privada.

Em qualquer lugar do mundo, quem gera empregos sustentáveis, diretos e indiretos, são os empresários.

Empregos surgem onde há um mercado com potencial promissor e um ambiente de negócios favorável para o desenvolvimento do espírito empreendedor.

Para isso acontecer, os governantes têm o dever e a responsabilidade de oferecer estímulos para que pequenos, médios e grandes empresários sejam encorajados a investir seus esforços pessoais e recursos financeiros na produção de bens e serviços que sejam lucrativos e propiciem, então, a criação e a manutenção de postos de trabalho.

Previsibilidade e liberdade econômica, igualdade concorrencial, normas éticas na competição, equilíbrio das contas públicas, controle da inflação, estabilidade política, segurança jurídica, respeito aos contratos e ao direito constitucional de propriedade são estímulos fundamentais para impulsionar o empreendedorismo e que dependem exclusivamente da ação governamental.

Em todo caso, quando o governo não pode ou não quer ajudar, espera-se que ao menos não atrapalhe.

Nesse sentido, considerando os fatores elencados que incentivam os empresários a acreditar nos seus sonhos e correr todos os riscos possíveis e imagináveis para movimentar a economia, gerar emprego e renda e fazer o país crescer, Bolsonaro, inegavelmente, ajudou bem mais do que atrapalhou.

Já o Lula, ao semear incertezas e assustar investidores, jogar empregados contra empregadores, hostilizar o agronegócio, fomentar a luta de classes e destilar ódio aos adversários em discursos raivosos, rasgando a promessa feita na campanha eleitoral de pacificar o Brasil, por enquanto só tem atrapalhado. E como.

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