Uma sucessão de desatinos


Em uma entrevista concedida depois de reeleger-se presidente do Senado, Rodrigo Pacheco disse que, diante dos grandes desafios da economia e da necessidade imperiosa de pacificar um país que segue extremamente dividido, o governo Lula “não tem o direito de errar.”
Tendo vencido a disputa com o apoio maciço do Palácio do Planalto, o senador, fiel à sua mineirice, preferiu, obviamente, escamotear a realidade para não desagradar os aliados de ocasião, já que o correto seria dizer que o governo não pode é continuar errando do jeito que está.
Nunca antes na história deste país se viu um presidente dar tanto tiro no próprio pé como o petista vem dando, isso tudo em pouco mais de um mês no cargo, disparando declarações irresponsáveis e medidas desastrosas que exacerbam a polarização política, aumentam a insegurança jurídica, alarmam o mercado, inibem os investimentos de empresários brasileiros e espantam os estrangeiros.
Se o prejuízo ficasse restrito apenas ao desgaste do governo, ninguém se incomodaria e muita gente até aplaudiria. Mas o resultado final é um colossal desserviço à nação.
Algumas beirando a insanidade, a lista de atitudes inconsequentes é vasta: nomeação de ministros condenados ou investigados por atos de improbidade; discursos belicosos que denotam espírito de revanchismo e sede de vingança; instituição da censura através da perigosa criação de um órgão governamental para atestar se uma notícia é verdadeira ou falsa; anúncio de que o BNDES voltará a financiar obras do exterior (fonte inesgotável de corrupção nos governos do PT) em detrimento do apoio ao desenvolvimento de nossas regiões mais pobres; gestos de desprezo à austeridade fiscal; críticas à gestão independente do Banco Central, essencial para o controle da inflação; intenção delirante de criar uma moeda única para o comércio entre Brasil e Argentina com o propósito único de socorrer o vizinho em situação pré-falimentar; tentativa de mudar a Lei das Estatais e derrubar as barreiras que hoje impedem os políticos de tomarem de assalto as empresas públicas; ameaças reiteradas e recorrentes de revogação das reformas trabalhista e previdenciária e de marcos legais como o do saneamento.
Da forma como vai indo, o balaio de gatos que o PT formou para governar o país não precisa de opositores para ser desacreditado.








Com democracia de araque que se é obrigado a votar, juiz do STF que se acha o suprassumo não consulta nenhum de seus pares e interpreta a constituição de sua cabeça fazendo uma verdadeira ditadura juridica e um governo cheio de ex-condenados inclusive o presidente o que podemos esperar ?