Negócio em alta e sucesso na mesa


Proteína animal mais consumida no mundo, a carne suína vai se tornar cada vez mais relevante na pauta das exportações brasileiras agora que outros estados (entre eles o Paraná) obtiveram o reconhecimento internacional como áreas livres de febre aftosa sem vacinação, um privilégio até então exclusivo de Santa Catarina.
Certificação que atesta uma qualidade sanitária mais elevada, o novo status abre caminho para que a agropecuária paranaense como um todo, mas principalmente a suinocultura, possa acessar mercados mais exigentes, dispostos a pagar melhor por produtos com a cobiçada chancela, obtida após décadas de trabalho para cumprir seus rigorosos pré-requisitos.
Não poderia, aliás, entrar em funcionamento em hora mais apropriada o novo abatedouro da Frimesa, inaugurado há poucas semanas em Assis Chateaubriand, que chegou para ocupar o posto de maior frigorífico de suínos da América Latina com a previsão de processar 15 mil cabeças por dia.
Isso acontece, por sinal, em um momento em que a carne suína, superando mitos negativos que restringiam o aumento do seu consumo no país, vem ampliando a presença nas receitas dos restaurantes, sendo responsável, inclusive, pela definitiva consagração de um deles.
Especializada em receitas gourmetizadas da iguaria, o restaurante “A Casa do Porco”, localizado no centro de São Paulo, foi considerado o sétimo melhor do mundo pela lista “The World’s 50 Best Restaurants”, tradicional ranking feito por uma renomada revista britânica do setor.
Aliás, é uma vitoriosa trajetória iniciada em 2019, quando ele ficou na 39ª posição, repetida no ano passado ao conquistar o 17º lugar, e agora reafirmada pela terceira vez ao se tornar o único brasileiro entre os 10 primeiros colocados.
Porém, o que certamente pouca gente sabe é que, além de ser um alimento delicioso e extremamente versátil no preparo, a carne de porco oferece inúmeros benefícios para a saúde humana, não igualados por nenhuma de suas concorrentes.
Vejamos algumas dessas propriedades:
1. É baixa em calorias
Ao contrário do que muitos pensam, a carne suína não possui por si só muitas calorias. Assim como as outras carnes, a suína possui cortes mais magros, com quantidades reduzidas de calorias, que podem fazer parte do cotidiano alimentar. Por exemplo, em 100 g de filé mignon suíno há apenas 109 kcal. Na versão bovina há 142 kcal, no peito de frango há 119 kcal em 100 g e 170 kcal em 100 g de salmão.
2. Ajuda no funcionamento do corpo
A carne suína, também considerada carne vermelha, contribui para o bom funcionamento do corpo. Além da importância da escolha por um corte magro, é ideal apostar em preparos sem frituras, como carne grelhada, cozida ou assada.
3. Melhora a pele e o cabelo
Abundante em vitaminas do complexo B, que auxiliam a conversão de alimentos em energia e melhoram aspectos da aparência física, como saúde da pele e do cabelo.
4. Fortalece o sistema imunológico
É rica em zinco e potássio, que auxiliam na prevenção de doenças. O zinco funciona como uma barreira protetora para o sistema imunológico, prevenindo contra infecções e acelerando a cicatrização de lesões. Possui também bastante potássio, que regula os níveis de sódio no corpo, contribuindo para o controle da pressão arterial.
5. Possui cortes com baixo colesterol
O colesterol é uma substância de origem quase que exclusivamente animal e é um componente vital para todas as células do organismo. E o alto nível desse elemento na carne suína é outra lenda desmistificada. A quantidade de colesterol presente em 100 g de lombo suíno é de 55 mg, mesmo teor encontrado em 100 g de patinho bovino. São encontrados 58,7 mg em 100 g de peito de frango e 53 mg em 100 g de salmão.
Em suma, sendo a carne suína um dos pratos mais tradicionais nas ceias da temporada de festas, agora você dispõe também de boas razões científicas para degustá-la com prazer ainda maior.
Feliz Natal a todos.












Gostei muito da matéria. Felicitações