OPINIÃO

A volta por cima

Maravilhados com crescimento explosivo das vendas pela internet no auge da pandemia, impulsionadas sobretudo pela insanidade dos lockdows radicais que arrebentaram a economia do planeta, os profetas do apocalipse se apressaram a decretar a morte iminente dos shoppings centers.

Foi mais um daqueles vaticínios alarmistas que surgem nos momentos de pânico da humanidade e logo em seguida se comprovam furados.

Uma das invenções mais criativas e bem-sucedidas ao longo da trajetória do varejo mundial, eles estão mais vivos do que nunca, adaptados aos novos tempos para continuar gerando emprego, renda e lazer para milhões de pessoas.

Como diz um dos maiores especialistas no assunto, “não vivemos no mundo digital, mas no mundo real, que é o mundo dos seres humanos, das coisas. Gente gosta de ver o produto que compra, de experimentar. A compra no mundo digital é muito sem emoção. O comércio sempre foi uma grande fonte de emoção. É por isso que as pessoas viajam para Nova York, Paris, Londres, e vão às compras. Se elas não pudessem comprar nada, metade não viajaria.”

E completa: “O shopping é um grande ponto de encontro. Substituíram os antigos boulevards e praças. É o lugar para ver e ser visto. Compra é impulso e emoção. Algo que depende do contato entre as pessoas. Arrisco até a afirmar que o maior espetáculo dos shoppings são as pessoas, não as lojas.”

De fato, o comércio eletrônico traz facilidade e comodidade, mas não se compara à experiência prazerosa e inigualável de fazer compras passeando no ambiente seguro, confortável e bonito de um shopping center, onde, além de lojas dos mais diferentes segmentos, encontra-se diversão, entretenimento e gastronomia para todos os gostos e para toda a família.

Tanto é que, com a crise sanitária sob controle e a vida das pessoas voltando ao normal, o setor já vem exibindo um crescimento rápido e consistente.

Pegando os dados mais recentes disponíveis, as vendas em setembro nos shoppings centers, em âmbito nacional, registraram alta de quase 8% em relação ao mesmo mês de 2019, pré-coronavírus. Já o número de frequentadores subiu cerca de 18% em comparação a igual período de 2021.

Animados pelo ritmo vigoroso da recuperação e pelas projeções otimistas que desenham um novo ciclo promissor para o negócio, vários projetos começam a sair da gaveta em diversas regiões do país.

Só no Paraná existem quatro empreendimentos com as obras a pleno vapor em Curitiba, Ponta Grossa, Campo Largo e Cascavel.

Com inauguração prevista para o primeiro semestre de 2024, o maior deles, capitaneado pelo empresário Alfredo Khouri, é o Catuaí Shopping Cascavel, que terá 200 lojas, 27 operações de fastfood, oito restaurantes e cinco salas de cinema, ocupando uma área de 65 mil metros quadrados emoldurada pelo belíssimo cenário do lago municipal.

Vai custar 700 milhões reais. É o maior investimento privado da história da cidade.

 

 

 

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