OPINIÃO

Bloco de Notas

1

No ar, um novo capítulo da novela em que se transformou a eleição presidencial. O Partido Liberal ingressou no TSE com requerimento para que sejam invalidados os votos de 279 mil urnas eletrônicas usadas no segundo turno da disputa. Argumenta que só seriam válidos os votos registrados em um modelo mais recente do dispositivo, usado em mais de 40% das seções, onde Bolsonaro teria saído vencedor. Em resposta, o presidente da Corte, ministro Alexandre de Moraes, deu prazo de 24 horas para que o PL inclua também no pedido de anulação informações referentes ao primeiro turno. Se fosse um jogo de truco, diríamos que um trucou e o outro levantou pra seis. Esperemos para ver no final da partida quem está com o zap na mão.

2

Dois administradores do interior do Estado fizeram história ao quebrar a hegemonia que seus colegas da capital mantinham no comando da entidade que defende os interesses a classe. Ao cabo de uma campanha eleitoral das mais acirradas, o iguaçuense Evandro Stelle Teixeira conquistou a presidência do Conselho Regional de Administração, enquanto o cascavelense Gelson Uecker, recentemente nomeado como novo Secretário Municipal de Finanças, foi escolhido para representar o Paraná no Conselho Federal em Brasília.

3

Circula na Internet uma boa sugestão para os integrantes do MST: vocês não precisam sair invadindo propriedades rurais pelo país afora, correndo o risco de serem recebidos à bala. Basta ir ao Mato Grosso e ocupar as fazendas de Blairo e Iraí Maggi, que somam mais de 400 mil hectares, além das propriedades rurais de Júlio e Jayme Campos, Neri Geller e Carlos Fávaro, todos ilustres megaempresários do agronegócio. Como eles apoiaram Lula, é de se deduzir que estão de acordo com o respaldo que o governo do PT dá às invasões. Lá vocês estarão em casa.

4

Surpreendeu os meios políticos e empresariais paranaenses o pacotão de 17 projetos enviados de uma só vez nesta terça-feira (22) pelo Poder Executivo para a apreciação da Assembleia Legislativa. O mais polêmico, embora conte com diversos motivos favoráveis , é o que pede a autorização dos deputados para o início do processo de privatização da Copel, uma das três últimas concessionárias de energia elétrica do país ainda sob gestão estatal. Mas o que mais causa espanto são as propostas de criação de novas secretarias e centenas de cargos comissionados, aumento do ICMS e instituição de novos impostos, onerando especialmente a agropecuária. De um lado, aumenta-se as despesas públicas; de outro, eleva-se a derrama fiscal para que a sociedade, já asfixiada por uma escorchante carga tributária, pague a conta. Só posso acreditar que o governador Ratinho Junior tenha sido mal orientado nesse assunto que vem provocando abalos em seu prestígio junto às classes produtoras e pode cobrar um alto preço em sua popularidade. Sempre é tempo de voltar atrás e evitar danos irreparáveis.

5

“Sentado à Beira do Caminho”, “É Preciso Saber Viver”, “Quero que Vá Tudo pro Inferno”, “Além do Horizonte”, “Emoções”, “Detalhes”, “Caminhoneiro”, “Gatinha manhosa”, “Minha Fama de Mau”, “Vem Quente que Eu Estou Fervendo”, “Nossa Senhora”, “Se Você Pensa”, “As Curvas da Estrada de Santos”, “Jesus Cristo”, “Mesmo que Seja Eu”, “Mulher”, “Do Fundo do Meu Coração”, “Olha”, “Cavalgada”, “A Volta”. Obrigado, Erasmo.

6

Se a vida anda ruim pra você, imagine para os torcedores argentinos e alemães que gastaram uma bela grana para ir ao Catar assistir as seleções de seus países, formadas por alguns dos mais bem pagos craques do futebol mundial, serem humilhadas pelos modestos times da Arábia Saudita e do Japão. Pode ser que isso não resolva o seu problema, mas não deixa de ser um ótimo consolo.

7

Todo dia está entrando gente nova na equipe de transição do futuro governo petista, que já reúne mais de 300 pessoas. O deputado federal Alexandre Frota foi a aquisição mais recente e polêmica. Eleito em 2018 na onda bolsonarista, ele rompeu depois com o presidente, bandeou-se para os lados de Lula e vai ficar sem mandato a partir de janeiro ao fracassar na tentativa de conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo. De todo modo, foram exageradas e injustas as reações negativas à convocação dele para integrar o grupo de trabalho. Afinal, que mal faz a presença de um ex-ator pornô em uma turma repleta de protagonistas dos escândalos do Mensalão e do Petrolão? Frota tem muito a contribuir.

 

 

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