Paraná: recorde no agro traduz a força da quarta maior economia do país

A terra paranaense nunca foi econômica em generosidade. Sobre ela se ergueram lavouras, granjas, cooperativas, agroindústrias e algumas das mais eficientes cadeias de produção de alimentos do mundo.
Em 2025, essa vocação histórica ganhou uma medida inédita: R$ 213 bilhões. É o maior Valor Bruto da Produção Agropecuária já alcançado pelo Paraná em 29 anos de levantamento — uma cifra que nasce no campo, mas ajuda a explicar uma transformação que já se espalhou por toda a economia do Estado.
O recorde representa crescimento nominal de 13% sobre os R$ 188,3 bilhões de 2024. Mas o dado realmente eloquente aparece quando se retira a inflação da conta: o avanço real foi de 9%. Não se trata, portanto, apenas de preços maiores inflando estatísticas. Houve efetiva geração de riqueza. E ela veio de muitas frentes, uma característica que talvez seja a maior fortaleza do agronegócio paranaense.
A pecuária, pelo quarto ano consecutivo, liderou o faturamento, com R$ 112,1 bilhões e 53% do VBP. A agricultura respondeu por outros R$ 91,2 bilhões. A soja, sozinha, movimentou R$ 42,3 bilhões, amparada por uma colheita de 21,4 milhões de toneladas. O frango de corte acrescentou R$ 35,5 bilhões; considerando toda a cadeia de aves, foram R$ 52,5 bilhões. O milho ressurgiu depois da quebra de 2024 e saltou para R$ 19,1 bilhões. A cadeia leiteira produziu 5,8 bilhões de litros e movimentou R$ 12,8 bilhões; a suinocultura, com 12,2 milhões de animais abatidos, somou R$ 9,6 bilhões; e a criação de bovinos, entre corte, recria e engorda, acrescentou outros R$ 19,4 bilhões. Somam-se ainda feijão, peixes, florestas, frutas, hortaliças e dezenas de outras atividades que fazem do campo paranaense um mosaico extraordinariamente diversificado.
Essa diversidade importa porque reduz dependências e espalha riqueza. O Paraná não repousa sua agricultura sobre uma única commodity, nem concentra sua agropecuária em uma única região.
Da soja ao frango, do milho ao leite, dos suínos aos peixes, a produção percorre o território, alimenta cooperativas, frigoríficos e indústrias, movimenta caminhões, portos, comércio e serviços, gera empregos e abastece mercados dentro e fora do País. A riqueza nasce no campo, mas há muito deixou de terminar na porteira.
É justamente aí que o recorde de R$ 213 bilhões ganha uma dimensão maior. O agro não é apenas um setor importante da economia paranaense. É um de seus grandes pilares e uma das principais alavancas que ajudaram o Estado a alcançar outro patamar econômico.
O Paraná ultrapassou o Rio Grande do Sul e se consolidou como a quarta maior economia brasileira, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Essa trajetória tem a força produtiva dos paranaenses como protagonista, mas tem também a marca inequívoca de uma estratégia de desenvolvimento conduzida nos dois mandatos de Ratinho Junior.
Sob seu governo, o Paraná ampliou investimentos em infraestrutura e logística, estimulou a industrialização, apostou em inovação, fortaleceu a segurança pública, avançou na educação e criou um ambiente cada vez mais estimulante para quem produz, empreende e investe.
Um dos exemplos mais eloquentes é o Paraná Competitivo. Entre 2019 e 2025, o programa esteve associado à atração de R$ 57,9 bilhões em investimentos privados, por meio de 467 contratos para implantação ou expansão de empreendimentos industriais, com geração estimada de cerca de 51 mil empregos.
Um estudo do Ipardes dimensionou o efeito dessa política: para cada R$ 1 de incentivo concedido no âmbito do programa, o impacto projetado chega a R$ 3,79 no PIB estadual. É dinheiro privado encontrando ambiente para investir e se transformando em fábricas, empregos, renda, tecnologia e novas cadeias produtivas.
Esse movimento econômico passou a conversar com outras políticas igualmente decisivas. Na educação, por exemplo, o Paraná saiu da sétima posição nacional no Ideb em 2019 para alcançar a liderança nos anos seguintes.
Infraestrutura, logística, inovação, segurança, educação, tecnologia, qualificação profissional e atração de capital passaram a formar um ecossistema no qual desenvolvimento deixa de ser apenas crescimento do PIB e adquire musculatura social.
Os paranaenses reconhecem esse processo. Pesquisas de diferentes institutos vêm situando a aprovação do governo Ratinho Junior em mais de 80% — um índice excepcional para uma administração que se aproxima do final de seu segundo ciclo.
Mais do que popularidade circunstancial, é um dado que ajuda a medir a percepção da sociedade sobre os resultados entregues pelo governo.
Ao celebrar o novo recorde do campo, Ratinho Junior resumiu uma ambição que se tornou recorrente em seu governo: fazer do Paraná o “supermercado do mundo”. E destacou que o agro cresce não apenas na lavoura, mas também na indústria, agregando valor ao que é produzido na terra. A frase encontra respaldo nos números. O grande salto paranaense não está somente em produzir mais, mas em transformar cada vez mais aquilo que produz.
É nessa combinação que talvez esteja a chave para compreender o momento do Paraná. O Estado aprendeu a transformar vocação em estratégia. A fertilidade da terra é um presente da natureza, mas produtividade, agroindustrialização, tecnologia, logística, educação, segurança jurídica e capacidade de atrair capital são construções humanas.
Quando essas engrenagens passam a girar na mesma direção, a prosperidade deixa de depender apenas da próxima chuva ou da próxima cotação internacional.
Há ainda uma poderosa cultura cooperativista que fez do Paraná um caso singular no País. Aqui, parte considerável da riqueza agrícola não embarca simplesmente como matéria-prima. Ela vira proteína, alimento processado, produto industrializado e valor agregado.
O grão que sai da lavoura alimenta o animal, que movimenta o frigorífico, que sustenta uma cadeia industrial, que gera emprego, renda, impostos e exportações. É a terra multiplicando riqueza muitas vezes antes de chegar ao consumidor.
Por isso, talvez os R$ 213 bilhões contem uma história maior do que parece à primeira vista. São a fotografia de uma safra extraordinária, mas também o retrato de um Estado que soube fazer do agronegócio uma plataforma para algo muito mais amplo.
O Paraná continua plantando soja, milho e feijão, criando frangos, suínos, peixes e produzindo leite como poucos lugares do mundo. Mas sua melhor colheita talvez esteja além das lavouras.
É a colheita de um Estado que transformou vocação em desenvolvimento — e que encontrou, nos últimos oito anos, um governo capaz de ajudar a fazer essa força criar raízes, ganhar escala e produzir frutos muito além do campo.



