O que nenhum marqueteiro inventa

Existe uma fronteira invisível entre a política de comunicação e a política de resultados. O marketing pode empacotar, iluminar, amplificar — mas não consegue, sozinho, sustentar aprovação de 84% ao longo de dois mandatos consecutivos. Isso não se fabrica em agência. Isso se constrói em obra, em escola, em rodovia, em vida que não foi ceifada pela violência.
A pesquisa divulgada neste domingo, 19, pelo Instituto Veritá colocou o governador do Paraná, Ratinho Júnior, no topo do ranking nacional de aprovação.
São mais de 40 mil entrevistados ouvidos em todas as 27 unidades da federação — o maior levantamento do gênero já realizado no país —, e o resultado é inequívoco: 84% de aprovação positiva, contra apenas 16% de rejeição. Atrás dele, também do PSD, Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, com 83% — agora o pré-candidato da sigla à Presidência, após Ratinho optar por concluir o mandato e conduzir a sucessão paranaense. Em terceiro, Jorginho Melo, de Santa Catarina, com 80%. Seguem-se Mauro Mendes, ex-governador do Mato Grosso, com 79%, e Renato Casagrande, ex-governador do Espírito Santo, com 77%.
Não chega a ser, aliás, nenhuma novidade o desempenho de Ratinho. O mérito da pesquisa do Instituto Veritá está na sua dimensão — mais de 40 mil entrevistas conferem ao levantamento uma profundidade e uma consistência que poucos estudos eleitorais brasileiros alcançam.
Mas os números em si vêm se repetindo há tempos, nos mais diferentes institutos. Pesquisa após pesquisa, o governador aparece com aprovação ao redor dos 85%, oscilando para cima e para baixo dentro dessa faixa, sem nunca abandoná-la. Não é um pico isolado. É uma linha. E linhas constantes, construídas ao longo de oito anos e verificadas por fontes independentes, não se explicam por comunicação — se explicam por entrega.
O Paraná que Ratinho Júnior entrega ao cabo de oito anos de governo não é o mesmo estado que ele encontrou em 2019. O PIB saiu de R$ 440 bilhões para R$ 765 bilhões em 2025 — crescimento de 2,8% no ano, 22% acima da média nacional —, consolidando o Paraná como a quarta maior economia do Brasil, posto que pertencia ao Rio Grande do Sul.
Desde o início da gestão, mais de R$ 300 bilhões em investimentos privados aportaram no estado, atraídos por um ambiente de negócios que desburocratiza, abre empresas em oito horas e lidera o ranking nacional de liberdade econômica.
Só em 2025, o governo empenhou R$ 7,18 bilhões em investimentos públicos — o maior volume da história, mais que o dobro do registrado em 2018. As finanças acompanham o ritmo: o Paraná detém a nota máxima no índice de capacidade de pagamentos do Tesouro Nacional e a maior poupança pública do país.
Parte desse crescimento econômico tem raiz no campo. O Paraná se reinventou como potência agroindustrial — não apenas produz, mas industrializa, processa e exporta com valor agregado. Em 2025, a agropecuária estadual cresceu 13,1%, acima da média nacional, com recordes na produção de frangos, suínos, peixes, leite e ovos. É o estado que mais avançou na transformação do grão em produto final, consolidando uma cadeia produtiva que o coloca, nas palavras do próprio governador, como o supermercado do mundo.
Na educação, o Paraná saltou da sétima para a primeira posição no IDEB do ensino médio entre 2019 e 2023, e mantém o posto de melhor rede pública do país por cinco anos consecutivos. Na área da saúde, as melhorias não são menos significativas, com novos hospitais e ampliação dos serviços de atendimento à população. Há avanços notáveis também nos polos de tecnologia, que colocaram o Paraná entre os Estados mais inovadores do país.
Na segurança pública, o recuo é histórico: os homicídios dolosos caíram cerca de 39% desde 2018, a taxa de mortes violentas fechou 2025 abaixo de 10 por 100 mil habitantes pela primeira vez na série histórica, e mais da metade dos municípios paranaenses não registrou um único assassinato no primeiro semestre do ano passado.
Acrescente-se na lista grandes obras de infraestrutura prometidas há décadas que agora, finalmente, vêm se concretizando. A Ponte de Guaratuba, prestes a ser inaugurada, conecta definitivamente o litoral do estado e encerra uma espera que atravessou gerações de governos. A Ponte da Integração, em Foz do Iguaçu, erguida em parceria com a Itaipu, estabelece a segunda ligação entre o Brasil e o Paraguai na fronteira mais movimentada do continente.
As duplicações em concreto das rodovias estaduais e o maior pacote de concessões rodoviárias da América Latina — R$ 60 bilhões em obras contratadas — estão reposicionando o Paraná como corredor logístico de dimensão continental.
Ainda no interior, o programa Asfalto Novo, Vida Nova — o maior programa de pavimentação urbana da América do Sul, com R$ 4,5 bilhões investidos e mais de 377 municípios atendidos em convênio com o estado — está tirando a lama e a poeira da frente das casas, rua por rua, em 90% dos municípios paranaenses. O asfalto que chegou onde nunca chegou também é resultado de gestão.
É isso que 84% medem.
Não o talento do marqueteiro, mas a persistência de quem prometeu e entregou. O eleitor tem memória curta para discurso e longa para resultado — e oito anos de governo inscreveram no cotidiano paranaense uma diferença que se sente no asfalto novo, na escola que subiu de nota, na cidade que não tem homicídio a registrar.
Marketing sustenta campanha. Resultado sustenta aprovação.




