OPINIÃO

A Assembleia que abriu as janelas

No Brasil oficial, ainda existem instituições que insistem em operar como se o contribuinte fosse um convidado inconveniente, mantido no saguão enquanto as decisões acontecem atrás de cortinas pesadas.

Não é o caso da Assembleia Legislativa do Paraná. Pelo segundo ano consecutivo, a Casa alcançou o nível máximo de transparência pública e confirmou o Selo Diamante do Programa Nacional de Transparência Pública – distinção que atesta não apenas tecnologia e método, mas uma escolha política: tornar visível o que durante tanto tempo foi intencionalmente opaco.

A pontuação de 100% coloca o Parlamento paranaense no topo do país e representa um salto expressivo para uma instituição que, em 2023, ainda patinava na casa dos 59%.

Em apenas dois anos, saiu do rodapé para a prateleira mais alta, cumprindo integralmente os 132 critérios e os mais de 500 itens avaliados pela Atricon, entidade que reúne os Tribunais de Contas do Brasil.

O presidente da Assembleia, deputado Alexandre Curi (PSD), resume a virada com precisão cirúrgica: transparência como prioridade de gestão. A criação de uma comissão permanente e a reconstrução completa do Portal da Transparência transformaram o acesso do cidadão em algo simples, orgânico, de poucos cliques — exatamente como deveria ser sempre que o dinheiro é público e o poder também.

O 1º secretário, deputado Gugu Bueno (PSD), traduz o espírito do momento: não é discurso, é trabalho. E, como todo trabalho que se faz com seriedade, reflete zelo e respeito pelos paranaenses. Já a 2ª secretária, deputada Maria Victoria (PP), acerta ao lembrar que informação clara não é favor; é condição para que a sociedade participe, critique, acompanhe e ajude a construir políticas públicas eficientes.

Entre as ações que justificam o Selo Diamante, destaca-se o novo Portal da Transparência, agora acessível para pessoas com deficiência, com recursos de Libras, contraste, leitores de tela, filtros de pesquisa e arquivos editáveis — medidas que empurram a democracia para mais perto dos que historicamente ficaram do lado de fora.

Se transparência sempre foi o discurso fácil, o Paraná decidiu torná-la prática verificável.

Em tempos em que o contribuinte exige menos mistério e mais respeito, a Assembleia fez o óbvio que tantos evitam: escancarou as janelas. E quando entra luz, o ambiente muda — muda a percepção, muda a relação com o poder, muda a confiança.

Porque o verdadeiro dono da casa, afinal, é quem paga a conta: o cidadão.

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