O primeiro marco de um novo e promissor ciclo na logística do Paraná

Seis meses podem ser pouco na escala do tempo, mas, nas estradas, são o suficiente para perceber quando algo muda de verdade.
No Oeste e no Sudoeste do Paraná, essa mudança já é tangível: sente-se no asfalto que deixou de trepidar, na sinalização que voltou a conversar com o motorista, no atendimento que chega antes da angústia.
A EPR Iguaçu completou seu primeiro semestre de concessão mostrando que, quando a gestão é levada a sério, o cotidiano de quem depende das rodovias também respira com mais alívio.
Ao longo desse período inicial, a concessionária, responsável por 662 quilômetros de rodovias, colocou em prática o pacote de trabalhos iniciais, uma obrigação contratual que mais se assemelha — para o usuário comum — a um respiro esperado.
Em apenas meio ano, mais de 350 quilômetros de pavimento foram restaurados, uma façanha que, por si só, já transforma a rotina de quem cruza o Estado diariamente.
Some-se a isso 319,9 mil metros quadrados de sinalização horizontal requalificados, 4.253 placas implantadas ou substituídas e mais de 60 mil tachas refletivas instaladas, e tem-se o retrato de um trecho que volta a cumprir sua função essencial.
Mas estradas não se fazem apenas de números; fazem-se de pessoas — e, sobretudo, de vidas preservadas.
No mesmo período, 78.605 usuários foram atendidos, média de 424 por dia, encontrando no momento da necessidade não um protocolo mecânico, mas um socorro real.
“A nossa missão, neste primeiro período de concessão, é deixar as rodovias em condições de trafegabilidade e segurança para os usuários, sempre com foco na preservação de vidas”, destaca o diretor-executivo da EPR Iguaçu, Silvio Caldas.
Um compromisso que se materializa não só nas obras, mas também no Programa Conviver, iniciativa voltada à educação e convivência responsável no trânsito.
Essa disposição para ouvir, aliás, tem sido um fio condutor da atuação da concessionária.
A EPR Iguaçu insiste em manter diálogo constante com as comunidades e autoridades locais para que as intervenções reflitam, de fato, o que cada realidade exige.
Um exemplo emblemático vem de Lindoeste, onde a requalificação do pavimento e da sinalização no perímetro urbano trouxe mais do que uma pista renovada: trouxe previsibilidade, segurança e tranquilidade.
“A EPR tem sido uma parceira importante para Lindoeste, com melhorias nas vias, serviços de limpeza e atenção constante às necessidades do município”, afirma o prefeito Silvio Santana, enfatizando também o debate permanente sobre o contorno da BR-163, que deve incluir trincheiras e passarelas, moldando o crescimento da cidade.
Nos bastidores, a estrutura que sustenta esse cotidiano de cuidado impressiona pela escala.
A frota de atendimento — composta por 15 ambulâncias, 9 guinchos leves, 5 guinchos pesados, 19 viaturas de inspeção, 3 caminhões-pipa e 3 caminhões boiadeiro — opera 24 horas por dia.
Ao longo do trecho, 11 bases de Atendimento ao Usuário funcionam ininterruptamente, de Prudentópolis a Santa Terezinha de Itaipu, de Lindoeste a Ampére, de Marmelândia a Renascença, formando uma rede de apoio que devolve confiança a quem depende da estrada.
Os números gerais reforçam a ideia de transformação: 98 mil toneladas de massa asfáltica aplicadas, 272 mil metros quadrados de microrrevestimento, 380 placas de concreto recuperadas na BR-163, 38,4 milhões de metros quadrados roçados, 249,9 toneladas de resíduos coletados, 10 quilômetros de cercas instalados e cinco novas bases de atendimento em construção.
São marcas de um trabalho que ultrapassa o operacional: tem algo de civilizatório.
“Nossas concessões vão além do cumprimento de contratos e obrigações legais; somos pessoas cuidando de pessoas”, afirma Marcos Moreira, diretor-presidente do Núcleo EPR Paraná.
A frase poderia soar meramente institucional, não fosse um episódio que a valida de forma tocante: dois bebês vieram ao mundo na rodovia, recebendo os primeiros cuidados justamente das equipes da concessionária.
Onde antes havia apenas fluxo, ruído e urgência, nasceram vidas — uma metáfora involuntária de que as estradas também podem abrigar esperança.
Seis meses depois, o cenário é outro.
Não se trata de ficção, nem promessa, nem peça publicitária. É obra visível: nas pistas, nas placas, na limpeza, no atendimento.
A EPR Iguaçu ainda tem um longo caminho pela frente, décadas no contrato e uma responsabilidade que vai além do papel. Mas, se o início vale como prenúncio dos próximos capítulos, o Oeste e o Sudoeste do Paraná podem finalmente dizer que voltaram a trafegar com mais segurança, conforto e confiança.
Porque uma estrada bem cuidada não conduz apenas veículos. Conduz destinos. Conduz futuros.











