Bloco de Notas

1 — Requinte diante das águas
Não há vista igual no planeta. O Hotel das Cataratas, joia da rede Belmond, acaba de receber as três chaves do Guia Michelin — a consagração máxima da hotelaria mundial. Situado dentro do Parque Nacional do Iguaçu, é o único hotel do país que tem, literalmente, as Cataratas a seus pés.
O novo sistema de classificação do Michelin, inspirado nas estrelas que consagram restaurantes, passa a premiar hotéis com uma, duas ou três chaves. E o endereço paranaense figura no topo da lista, ao lado do Rosewood, em São Paulo.
Um feito que coloca o Paraná na vitrine do turismo de luxo internacional.
Entre jardins coloniais e a sinfonia das quedas d’água, o hotel oferece uma experiência que vai além da hospedagem: é uma imersão na beleza.
No pátio, ouve-se o rugido do Iguaçu. Dentro, reina o silêncio do privilégio.
2 — O carteiro não toca mais: quem paga é o contribuinte
O governo tenta conseguir um empréstimo de R$ 20 bilhões para salvar os Correios. O pretexto é o de sempre — “reestruturar”, “modernizar”, “ajustar passivos”.
A tradução é mais direta: o Tesouro vai socorrer, mais uma vez, uma estatal falida.
Os números são gritantes: prejuízo de R$ 4,37 bilhões só no primeiro semestre de 2025. Um buraco que o ministro Haddad atribui, curiosamente, à “quebra do monopólio”. Mas a verdade é outra — o monopólio sempre foi da ineficiência.
Os Correios tornaram-se um cabide de empregos para a companheirada, uma máquina inchada, onde estabilidade vale mais que resultado.
Estatais assim sobrevivem não pela utilidade pública, mas pelo conforto político que oferecem.
O Tesouro cobre, o contribuinte paga, e a conta — bilionária — chega por meio de mais impostos.
O governo fala em equilíbrio fiscal, mas pratica o mesmo vício: salvar os amigos, mesmo que o país quebre.
3 — Quando a esquerda tem coragem de dizer a verdade
Durante um evento em Roma, o presidente chileno Gabriel Boric fez o que quase ninguém na esquerda latino-americana tem coragem de fazer: acusou publicamente o regime de Nicolás Maduro de estar por trás do assassinato do militar venezuelano Ronald Ojeda, opositor exilado no Chile.
O crime, segundo as investigações chilenas, teria sido cometido por agentes ligados ao governo venezuelano.
Boric foi direto: “Ditaduras e líderes autoritários cruzam fronteiras para impor o medo quando acreditam que podem fazê-lo impunemente.” E aproveitou para lembrar que Maduro “roubou as eleições em sua pátria”, numa crítica aberta à farsa democrática que sustenta o regime.
As declarações tiveram repercussão internacional e, mais do que isso, expuseram o constrangimento de outros líderes latino-americanos, que preferem o silêncio indecente e cúmplice diante das atrocidades cometidas pelo chavismo.
Boric mostrou que defender direitos humanos não é questão de ideologia — é questão de caráter.
4 — Uma nova vida na estrada
A quarta-feira amanheceu com boas notícias na BR-277. A equipe médica da EPR Iguaçu, alocada na base de Candói, foi acionada para atender uma emergência incomum: um parto em andamento dentro de uma ambulância do SAMU.
Prematuro, o pequeno Lorenzo Gonçalves nasceu ali mesmo, entre o asfalto e a esperança.
Os socorristas da EPR Iguaçu iniciaram o atendimento, verificaram os sinais vitais e prestaram suporte ventilatório até a chegada da ambulância avançada com incubadora. Mãe e bebê seguiram estáveis para o hospital.
Foi o segundo nascimento registrado nas rodovias sob concessão da EPR Iguaçu — e uma prova de que, entre sirenes e quilômetros, há espaço para o milagre da vida.
Quando a rotina é salvar, cada batimento vale como um novo amanhecer.
5 — Frei Chico e o milagre das aposentadorias
A Polícia Federal descobriu o que parecia impossível: fazer dinheiro brotar de aposentadorias alheias.
O Sindicato Nacional dos Aposentados, presidido por Milton Baptista e com Frei Chico, irmão de Lula, entre seus dirigentes, é suspeito de desviar R$ 389 milhões do INSS.
Segundo a PF, o sindicato recebia repasses por meio de descontos automáticos nas aposentadorias e redirecionava parte do montante a empresas de fachada e familiares de dirigentes, num elaborado esquema de lavagem de dinheiro.
A CGU apontou que a entidade escondeu do INSS a presença de Frei Chico na direção, enquanto os repasses cresceram 564% em cinco anos.
O ministro André Mendonça bloqueou os bens dos envolvidos.
Mas a base governista já barrou a convocação de Frei Chico na CPMI.
No Brasil, o milagre não é multiplicar os pães — é multiplicar os desvios. E o silêncio oficial é sempre o mesmo: de quem reza pela cartilha da impunidade.
6 — Nem o milagroso Ancelotti salva a Seleção
Depois de assumir o comando da Seleção Brasileira no meio do caos das Eliminatórias — e classificá-la com a pior campanha da história — Carlo Ancelotti esperava um recomeço nos amistosos.
O que veio, porém, foi um tropeço constrangedor: a primeira derrota para o Japão.
A vitória asiática foi tratada como façanha mundial. Para o Brasil, um espelho incômodo.
O técnico italiano descobriu que seu desafio é maior do que pensava: o time perdeu o espírito, o brilho, a alma.
Ancelotti, multicampeão por onde passou, enfrenta agora o mais difícil dos projetos — ressuscitar uma camisa que esqueceu o que significa vesti-la.
No país do futebol, falta futebol.
7 — Paraná: segurança que dá exemplo
O Paraná lidera o país na redução de homicídios dolosos: queda de 31% entre janeiro e agosto, segundo o Ministério da Justiça.
Foram 764 casos contra 1.112 no mesmo período de 2024.
Resultado de investimento, continuidade e gestão — não de sorte.
A política de segurança do Estado, que alia tecnologia e presença ostensiva, consolida um modelo eficiente e reconhecido nacionalmente.
Mais que estatística, é um ativo político valioso. Ratinho Júnior vai encerrar o mandato com números que o colocam entre as principais lideranças da nova geração.
E com um trunfo raro: o de fazer segurança sem discurso, só com resultado.
8 — O tarifaço que veio para ficar
As tarifas de Donald Trump já não são uma bravata — são uma política de Estado.
Segundo o Escritório de Orçamento do Congresso, o tarifaço deve reduzir o déficit americano em até 4 trilhões de dólares até 2035.
Antes das novas medidas, a arrecadação alfandegária anual girava em torno de 80 bilhões.
Com os aumentos sobre aço, automóveis, tecnologia e produtos agrícolas, saltou para 136 bilhões só até julho — crescimento de 70%.
A análise da Oxford USA confirma: o protecionismo voltou com força e, ao contrário do que dizem seus críticos, está funcionando.
Trump industrializa novamente o país, nem que seja na marra. O mundo reclama, mas o Tesouro americano agradece.
9 — A vitória de Guerra nas Cataratas
A Justiça Federal reafirmou a titularidade do Paraná sobre as Cataratas do Iguaçu, encerrando a disputa judicial com a União.
A decisão do TRF4 ativa, na prática, a Lei nº 20.222/2020, de autoria do deputado Luiz Fernando Guerra, que garante o repasse de parte da receita do turismo para os municípios vizinhos.
A medida não é apenas simbólica — tem impacto econômico direto.
As cidades que vivem em torno do Parque Nacional passaram a receber uma fatia da riqueza gerada por um dos cartões-postais mais visitados do país.
Ao celebrar a decisão, Guerra resumiu: “Mais uma vez, vencemos na Justiça, e quem ganha é o povo paranaense.”
Uma vitória que une soberania, economia e justiça — com nome, sobrenome e endereço certos.
10 — O Hamas sendo o Hamas
Mal o cessar-fogo entrou em vigor, o Hamas voltou a fazer o que sabe: espalhar terror.
O grupo deflagrou nas ruas de Gaza uma série de execuções públicas de líderes de clãs rivais acusados de colaborar com Israel, tentando reafirmar seu domínio por meio do medo.
As cenas, divulgadas pelo próprio movimento, lembram as punições do Talibã no Afeganistão.
Esses atos provam, mais uma vez, que o Hamas não quer paz, quer poder.
O terror é o método, e a tirania, o objetivo. Antes de exportar violência, o grupo a pratica contra o próprio povo.
Enquanto os dirigentes da facção vivem nababescamente em Doha e Dubai, o povo de Gaza é mantido sob repressão e miséria.
Os mesmos que mataram civis israelenses em 7 de outubro agora executam seus compatriotas nas ruas.
A barbárie é sua única ideologia — e seu único idioma.











