OPINIÃO

E o prêmio Nobel de Cara de Pau vai para…

Em mais um dos seus surtos de fingida compaixão, Lula subiu ao palanque em Imperatriz, no Maranhão, para se dizer “indignado” com a precariedade do atendimento médico dado aos brasileiros mais necessitados.

“Eu chego no hospital, colocam cinquenta médicos do meu lado, um monte de máquinas… Por que que o pobre não tem o mesmo direito?”, perguntou o demiurgo petista, entre lágrimas e aplausos ensaiados, no que seria apenas mais um ato de autopiedade e engodo de quem há décadas domina a cena política brasileira.

A resposta, presidente, é simples — porque o senhor e o seu partido (excluindo os breves intervalos dos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro) estão completando vinte anos no comando do Brasil.

Cinco mandatos do PT. Cinco gestões em que a hipocrisia e o populismo barato serviram de anestesia para o fracasso.

Duas décadas de discursos, promessas e planos mirabolantes — e quase nada mudou.

A saúde pública segue hoje, em pleno terceiro mandato de Lula, um caos de filas intermináveis, hospitais superlotados e profissionais exaustos, um sistema eternamente enxugando gelo.

Enquanto isso, o próprio Lula se trata no Sírio-Libanês, o hospital mais caro e sofisticado de São Paulo, com uma equipe de cinquenta médicos à disposição.

É fácil posar de humanista quando o jaleco é de grife e a maca tem ar-condicionado. Difícil é encarar o posto de saúde da periferia, onde faltam gaze, anestésico e até prontuário.

Mas o drama nacional não se resume à saúde.

A educação pública, que deveria ser o motor da emancipação social, foi reduzida a um curral eleitoral de analfabetos funcionais, sem acesso real ao conhecimento, reféns de uma máquina estatal que prefere o povo dependente ao povo esclarecido.

E o saneamento básico, indicador elementar de boa qualidade de vida, continua vergonhosamente estagnado.

Veja-se Belém, escolhida para sediar a Conferência do Clima da ONU: o esgoto corre a céu aberto, a infraestrutura é precária e bilhões em verbas federais se perderam nos cofres opacos de ONGs “progressistas” — um cartão de visitas constrangedor para quem pretende dar lições de sustentabilidade ao mundo.

Mesmo assim, o governo segue distribuindo bondades: água de graça, luz de graça, gás de graça e até promessa de transporte gratuito — enquanto a dívida pública explode e o país caminha para o colapso fiscal.

Nenhum “vale” substitui emprego, nenhuma esmola substitui dignidade.

O que realmente tira a população da pobreza é educação de qualidade, acesso à saúde, segurança e oportunidades reais de trabalho.

Mas o Palácio do Planalto prefere usar os mais vulneráveis como instrumento de demagogia, hostilizando o agronegócio, demonizando o empresariado e romantizando a miséria, como se dependência fosse virtude.

Como dizia o humorista espirituoso, expressando a verdade através do sarcasmo: “Se os pobres votam na esquerda, que incentivo ela tem para reduzir a pobreza?”

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