OPINIÃO

O Brasil do “tudo de graça”. Mas saiba que você vai arcar com a conta

Margaret Thatcher não conheceu Lula, mas parece que falava dele quando cunhou uma das frases mais certeiras da política moderna: “não existe dinheiro do governo; existe apenas o dinheiro dos impostos pagos por todos nós.”

Pois eis que, embalado no “modo campanha permanente”, o presidente ungido pelas urnas eletrônicas distribui bondades como se fosse Papai Noel fora de época: luz de graça, gás de graça, pé-de-meia (a tal poupança para estudantes), farmácia popular ampliada, crédito consignado e, daqui a pouco, até transporte público gratuito.

Generosidade infinita — com o bolso alheio, claro.

Enquanto isso, a realidade insiste em se impor. O próprio governo, pela boca insuspeita da ministra do Planejamento, Simone Tebet, já admite que em 2027 o Brasil viverá sua versão tropical do shutdown americano: não sobrará um único centavo para investimentos. Toda a arrecadação engolida por folha, dívidas e despesas obrigatórias.

Um país paralisado, refém da própria gastança.

Nada disso parece demover Lula. Sua meta é a reeleição — e que exploda o país.

Para quem prometia déficit zero, o ano vai terminar com um rombo de R$ 30 bilhões.

As estatais federais, que nos governos Temer e Bolsonaro fechavam os exercícios no azul, já acumulam prejuízos de R$ 5,6 bilhões de janeiro a agosto. Um recorde histórico.

O símbolo maior desse colapso é justamente os Correios: retirados da lista de privatização, voltaram a definhar, atolados em dívidas, atrasando pagamentos e à beira de pedir socorro ao Tesouro.

É a repetição farsesca do roteiro trágico que derrubou Dilma Rousseff, que foi defenestrada por muito menos — pedaladas fiscais de maquiagem contábil.

Agora, nem disfarce há: o populismo é escancarado, a irresponsabilidade é método, e o custo da farra — como sempre — virá para o contribuinte.

E quando chegar a fatura, lembraremos de outra citação antológica da lendária primeira-ministra inglesa: “o socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros”. No reino do lulopetismo, esse dinheiro já está no fiado.

E, como epílogo, vale mais uma lição da Dama de Ferro: “Deixe-me dizer em que acredito: no direito do homem de trabalhar como quiser, de gastar o que ganha, de ser dono de suas propriedades, e de ter o Estado para lhe servir, e não como seu dono. Essa é a essência de um país livre. E dessas liberdades dependem todas as outras.”

Se Deus quiser, e o STF deixar, um dia o Brasil chega lá.

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