O novo rosto do terrorismo: a escalada sangrenta da esquerda

Historicamente tratada como ameaça típica da extrema-direita, a selvageria política vem mostrando uma face que parte da imprensa e da academia ainda insiste em negar: a ascensão de um radicalismo de esquerda cada vez mais brutal.
A análise se apoia em uma ampla reportagem de fôlego do analista político Alexandre Borges, publicada na Gazeta do Povo, que mapeou esse inquietante padrão de violência.
A longa lista de episódios recentes assusta.
O mais emblemático foi o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, alvejado em setembro por um jovem que carregava munições com inscrições “antifascistas”.
A cena se repete em outras tragédias: o ataque armado contra fiéis em Minneapolis, a chacina na Covenant School, o assassinato calculado de uma estudante em São Paulo, a execução do CEO da UnitedHealthcare em Nova York.
Em todos os casos, há uma característica comum: jovens instáveis, medicalizados, radicalizados por discursos “antifascistas” e anti-Trump, transformando a retórica ideológica em gatilho para matar.
A semelhança com o jihadismo não é coincidência.
Assim como no início do terrorismo islâmico, quando atentados eram tratados como surtos individuais de “desequilibrados”, a violência da esquerda é relativizada como “casos isolados” ou consequência de “transtornos mentais”.
Mas a reincidência de alvos — igrejas, conservadores, agentes do Estado — e a presença de manifestos políticos deixam claro que não se trata de loucura difusa, e sim de um movimento ideológico organizado, ainda que subterrâneo.
Três fatores alimentam essa nova onda. Primeiro, o uso disseminado de antidepressivos entre jovens vulneráveis, que, segundo estudos, aumenta em até 43% o risco de crimes violentos. Depois, a ideologia de gênero, com sua promessa de redenção em bloqueadores hormonais e cirurgias irreversíveis, gerando instabilidade emocional e taxas alarmantes de suicídio entre adolescentes trans. Por fim, a retórica radical “antifa”, que desumaniza conservadores como “nazistas” e legitima a violência contra eles como se fosse um ato de justiça social.
O resultado é a mesma lógica fanática que, décadas atrás, transformou Che Guevara em ícone pop e hoje busca glamourizar terroristas em capas de revista.
O pano de fundo histórico ajuda a entender a raiz do problema.
Desde o século XVIII, a tensão entre Burke e Paine definiu os polos da política moderna.
Burke defendia a prudência, o respeito às instituições herdadas e a consciência dos limites humanos.
Paine exaltava o direito de cada geração a refazer a ordem social em nome de liberdade e igualdade.
Essa divergência filosófica moldou o conservadorismo e o progressismo, e ainda ecoa hoje: de um lado, a prudência da experiência; de outro, o impulso de reinvenção total.
Quando esse impulso se transforma em religião secular, como alertava Michael Oakeshott, a política passa a justificar expurgos, cancelamentos e até mortes em nome da “purificação social”.
A nova esquerda radical não mira mais a luta de classes, mas a própria civilização ocidental.
Seus alvos são a fé cristã, as tradições e os que ousam discordar.
E quando a “classe falante” — jornalistas, acadêmicos, ONGs e autoridades simpáticas ao progressismo — trata cada atentado como exceção compreensível, o resultado é a normalização da barbárie.
O duplo padrão é evidente: se a violência é de direita, é crime hediondo; se é de esquerda, é apenas um surto.
Ignorar isso não é neutralidade — é cumplicidade.
Convém lembrar aos navegantes que as grandes utopias socialistas do nosso tempo — a União Soviética de Stalin, a Cuba dos irmãos Castro, a China maoísta, o Camboja de Pol Pot e a Coreia do Norte de Kim Il-sung — tiveram todas o mesmo destino: ditaduras sanguinárias.











