Estatais quebradas: o fracasso planejado do governo Lula

R$ 8,83 bilhões. Esse é o tamanho do rombo acumulado pelas estatais federais em apenas doze meses até julho — o maior da história.
Um salto de quase 25% sobre o desastre de 2023, que já havia sido recorde. É o retrato da incompetência e da velha prática petista: transformar empresas públicas em sucursais partidárias, cabides de emprego e cofres para barganhas políticas.
A série histórica do Banco Central, iniciada em 2002, nunca tinha registrado tamanha derrocada.
Os números são eloquentes: em 2018, ainda sob Michel Temer, as estatais fecharam no azul com superávit de R$ 3,47 bilhões. Em 2019, já no governo Bolsonaro, alcançaram o ápice com R$ 10,29 bilhões de superávit. No fim daquela gestão, em 2022, o saldo foi positivo mais uma vez, com R$ 4,75 bilhões.
O contraste é gritante.
Analistas independentes apontam o óbvio: não se trata de custo de investimento, mas de má gestão, aparelhamento político e uso das estatais como instrumentos de poder.
O problema não é conjuntural, é estrutural — e deliberado. O déficit virou política de governo, e o contribuinte é o caixa preferido para cobrir a farra.
E nada simboliza melhor esse descalabro do que os Correios.
A estatal, que no governo Bolsonaro estava sendo preparada para privatização, hoje agoniza.
Precisa de 2 bilhões de reais do Tesouro neste ano e já projeta outros 5 bilhões até 2026 para tentar tapar buracos e renegociar dívidas.
Só no primeiro semestre deste ano, o prejuízo mais que triplicou em relação ao ano passado, saltando de 1,35 bilhão para 4,37 bilhões.
A realidade é constrangedora: fornecedores sem receber, prestadores de serviço à míngua, aportes no fundo de pensão atrasados. A folha de salários só está em dia porque outras contas ficam para depois. É a fotografia de um modelo em que a empresa é sucateada de propósito, usada como trincheira política, onde eficiência não tem vez e o único compromisso é sustentar aliados e manter o cabide armado.
Não se trata de cifras abstratas: o prejuízo acumulado de quase R$ 9 bilhões representa, no contexto de um país de orçamento apertado e cronicamente desequilibrado, recursos que poderiam transformar realidades.
Dinheiro que falta em hospitais, escolas, saneamento básico e segurança pública foi, mais uma vez, engolido pelo buraco negro da corrupção e da ineficiência governamental.
Empresas estatais, a rigor, nem deveriam existir — salvo raras e honrosas exceções em áreas estratégicas ainda inacessíveis à iniciativa privada.
Mas, enquanto não houver novamente um governo com coragem para privatizá-las, como se viu na gestão Bolsonaro, que desestatizou a Eletrobras e tentou vender os Correios, restaria esperar que ao menos cumprissem algum papel de motor de desenvolvimento, pesquisa e inovação em parceria com o setor produtivo.
No entanto, no Brasil real, degeneraram em algo bem distinto.
Converteram-se em verdadeiras organizações criminosas travestidas de patrimônio público, onde a corrupção, o desvio e o roubo não são acidentes de percurso — são a própria regra.











