Quem há de resistir ao vil metal?

Como ele perdeu a eleição, o fato deixou de ter importância jornalística e foi rápida e convenientemente esquecido pela grande imprensa alinhada com a esquerda.

Mas foi bastante emblemática uma determinada contribuição financeira feita a Guilherme Boulos, derrotado pelo tucano Bruno Covas na disputa pela prefeitura de São Paulo.

Terceira maior doadora da campanha do Psol (atrás de Caetano Veloso e Paula Lavigne), com generosos 88 mil reais, Marília Furtado de Andrade é herdeira da Andrade Gutierrez, uma das empreiteiras que assaltaram os cofres públicos nos governos Lula-Dilma.

Seus diretores, apanhados pela Operação Lava Jato, confessaram os crimes e devolveram ao erário 1 bilhão de reais da fortuna roubada.

Em nome dos bons e honestos propósitos socialistas, Boulos poderia ter polidamente recusado a grana, mas alegremente a aceitou.

Como bem registrou o jornalista J.R. Guzzo ao comentar o assunto citando Voltaire, quando se trata de dinheiro, todo mundo é da mesma religião.

Eu arremato lembrando uma velha máxima da política: nenhum empresário dá dinheiro para candidato; faz, isto sim, investimento para o futuro.

(Leia e compartilhe outras postagens acessando o site: caiogottlieb.jor.br)

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2 Comentários

  1. Caio, já li muita notícia de empresário/empresa fazendo a tal doação (investimento), mas não li nenhuma notícia de político recusando. Se o político recusa, o partido aceita.

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