Pista livre


Analistas a serviço da grande mídia alinhada com a esquerda e empenhada em fazer oposição ferrenha e despudorada ao governo, tentam agora vender aos incautos a ideia de que Jair Bolsonaro foi o grande derrotado nas últimas eleições municipais.
Eis aí uma tremenda conversa fiada, que não produz o menor efeito prático. O distinto público não está nem aí para ilações do gênero, claramente falsas e tendenciosas.
Sem estar filiado a nenhum partido e sem, portanto, a obrigação de mergulhar de cabeça na campanha, Bolsonaro limitou-se, em breves declarações nas redes sociais, a pedir apoio para alguns poucos candidatos, mesmo sabendo que nos tempos de hoje os padrinhos políticos perderam o poder da transferência do voto que tinham no passado.
Só eleitores guiados cegamente pela ideologia, que são uma minoria, votam no prefeito pensando na eleição para governador ou presidente da república.
São escolhas totalmente diferentes. Nem o mais influente e carismático cacique político conseguirá convencer um eleitor minimamente consciente a votar em alguém que ele não quer ver administrando a sua cidade.
De todo modo, ainda que fosse verdadeira a avaliação de que Bolsonaro saiu enfraquecido do pleito municipal, a ponto de colocar em risco o seu projeto de reeleição, cabe perguntar quais são os seus possíveis adversários que tenham emergido das urnas com força eleitoral para enfrentá-lo em 2022?
Aponte, pelo menos, um nome, ainda que seja um protótipo de liderança nova e promissora.
A realidade é que não existe ninguém com essas credenciais.
Com todos os seus erros, defeitos, idiossincrasias e contradições, o presidente segue o seu caminho sem que se vislumbre no horizonte um oponente real ou em gestação capaz de impedi-lo de conquistar o seu segundo mandato.
O resto é mi-mi-mi.
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