De volta ao velho normal


Depois de embarcar na chicana jurídica fabricada pelo ministro Edson Fachin e anular as condenações de Lula, o Supremo Tribunal Federal será convencido pelo colega Gilmar Mendes a decretar a suspeição do ex-juiz Sergio Moro por falta de imparcialidade nos julgamentos do petista e extinguir todos os processos movidos contra o ex-presidente na Operação Lava Jato.
O passo seguinte do STF para encerrar de vez essa conversa fiada de que existe corrupção no Brasil será declarar que a propalada roubalheira na Petrobras, desvendada pela força-tarefa da Justiça Federal de Curitiba com fartas provas documentais, delações premiadas e devolução de dinheiro surrupiado, simplesmente não aconteceu.
Em resumo, a rapinagem na estatal, estimada em 48 bilhões de reais, superior aos carregamentos de ouro, prata e diamantes que os colonizadores portugueses levaram para Lisboa nos séculos 17 e 18, não passou de um grande equívoco.
Podemos continuar dormindo tranquilos.
Segue tudo igual, do jeito que sempre foi, no país do samba, do carnaval e do futebol.
Deus é brasileiro.
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Pois é, mas agora imagine a raiva dos envolvidos que confessaram sua participação na corrupção petista e DEVOLVERAM parte do dinheiro roubado. Só o Palocci devolveu uns 100 milhões.