Bandido bom é bandido solto


Abençoado o país que tem um Supremo Tribunal Federal como o do Brasil, sempre vigilante para reparar arbitrariedades cometidas contra pessoas de bem.
Depois do famoso André do Rap, que o ministro Marco Aurélio Mello tirou da cadeia meses atrás, mesmo pesando na folha corrida do meliante duas condenações por narcotráfico internacional confirmadas em instância superior, outro laborioso empreendedor do mesmo segmento foi merecedor das graças do STF.
Referendando sentença anterior de Gilmar Mendes, a Segunda Turma da Corte decidiu manter em liberdade um homem preso pela Polícia Federal com exatos 188,8 quilos de cocaína.
O argumento do ministro, acatado também no colegiado, é que o acusado tem bons antecedentes.
Para a justiça ficar completa, só falta devolverem ao cidadão a droga apreendida junto com um pedido de descupas pelo transtorno.
Não dá pra duvidar de mais nada.
(Leia e compartilhe outras postagens acessando o site: caiogottlieb.jor.br)








Uma célebre frase é usada quando se pretende iniciar alguma investigação: siga o dinheiro.
Digo isso porque não vejo o que pode justificar que notórios bandidos sejam soltos se não for em troca de uma boa grana.
De resto, nenhuma novidade: contam-se às centenas os números de casos similares já flagrados em passado recente.
E a “punição” (sic), quando ocorre, é outra excrescência: aposentadoria com plenos rendimentos.
O Brasil é uma piada de mau gosto.
E tem gente que diz que o crime não compensa.